Passageira relata momentos de tensão e diz ter visto arrastão na entrada de Santos

Criminosos teriam se aproveitado do congestionamento formado após a chuva para assaltar motoristas

08/03/2018 - 15:30 - Atualizado em 08/03/2018 - 15:30

Supostos assaltos teriam ocorrido próximo ao monumento
do Peixe, na Alemoa (Foto: Gustavo T. de Miranda/AT)

“Pareciam ser muito agressivos. Eram cinco garotos que chegaram a quebrar o vidro de um carro. Um deles apontou a arma para um dos veículos. Foi um desespero só”.

O relato é de uma passageira de um ônibus, que não quis ser identificada, e que estava preso no congestionamento de veículos na Via Anchieta, na entrada de Santos, na noite de quarta-feira (7), provocado pela forte chuva. Ela e outros moradores contam ter presenciado um arrastão, no bairro da Alemoa, por volta das 19 horas. 

Os supostos assaltos, ocorridos entre o monumento do Peixe e o primeiro semáforo com a Avenida Nossa Senhora de Fátima, motivaram diversas ligações através do 190 e foram noticiados por A Tribuna On-line. Porém, segundo informações da Polícia Militar, ninguém foi preso no local. 

A passageira conta que ficou por duas horas no trecho onde os crimes teriam ocorrido. Como o coletivo não conseguia seguir viagem, ela chegou a descer do veículo para conversar, do lado de fora, com outros motoristas. Foi quando observou cinco garotos, em atitude suspeita, rodeando os veículos parados no congestionamento. “Eles passaram olhando. Fizeram isso duas vezes e seguiram para a pista”, conta. 

Logo em seguida, de acordo com a passageira, os acusados cercaram um veículo. Quebraram o vidro do carro e outros veículos, que estavam próximos, conseguiram se desvencilhar da ação criminosa. 

“Sem sucesso, eles foram para um segundo carro, já apontando uma arma. Viram que eles não abriram a janela e deram um soco no vidro, para tentar quebrar, mas o carro avançou e eles saíram correndo”. 

Desesperadas, algumas pessoas que estavam do lado de fora de outras linhas de ônibus subiram no coletivo em que ela estava, a fim de escapar da ação dos bandidos. 

“Foi um desespero só. Apesar do ocorrido ter sido um pouco distante, o medo era de que eles viessem para os ônibus”.  

Redes sociais

Em uma página no Facebook, pelo menos outras duas pessoas relatam terem presenciado assaltos naquele trecho. 

“Vi toda a cena. Foram cinco moleques rodeando carros (...) Eles batiam nos vidros e gritavam: não vai parar não, não vai parar não”. 

Um outro motorista também relata ter presenciado a ação dos criminosos. “Num período de 2 horas parado no trecho do viaduto com as quatro pistas, presenciei quatro moleques, na faixa de 18 anos, com a arma em punho, batendo no vidro do carro de uma senhora”. 

Em atendimento às denúncias, registradas por volta das 19h30, equipes da PM se deslocaram ao local e, inclusive, contaram com o apoio de uma viatura da Polícia Militar Rodoviária (PMR), que estava próximo à região. No entanto, nenhuma ação criminosa foi flagrada e também nenhuma vítima se apresentou para relatar o ocorrido, assim que chegaram ao ponto indicado nas ligações.

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