Mulher procurada pela polícia há 20 anos é presa em Guarujá

Ela é acusada de matar um homem em Sergipe, em 1998. Mulher usava nome falso aqui na região

13/06/2018 - 07:30 - Atualizado em 13/06/2018 - 07:38

Policiais compararam impressões digitais da acusada
com as recolhidas em Sergipe (Foto: Shutterstock)

Acusada de matar um homem em Aracaju no ano de 1998 e com prisão preventiva decretada pela 8ª Vara Criminal da capital sergipana, Shirleide Fernanda da Conceição Souza, de 45 anos, foi capturada 20 anos depois, em Guarujá, para onde fugiu cerca de três meses após o homicídio.

Com o nome falso de Alessandra da Conceição Souza, Shirleide vivia em Guarujá acima de qualquer suspeita, mas foi descoberta e presa por dois policiais do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), órgão da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, após a análise de impressões digitais.

Segundo os policiais, há cerca de uma semana, eles receberam informação de que Shirleide estaria refugiada na Baixada Santista, onde se passava por Alessandra. A equipe do IIRGD obteve a planilha datiloscópica que a procurada da Justiça tem no instituto de identificação de Sergipe.

Esse documento foi confrontado com as impressões digitais coletadas de “Alessandra”, quando ela tirou um documento de identidade em São Paulo. O estudo comparativo revelou que as duas mulheres se tratam, na realidade, da mesma pessoa, no caso, a acusada de assassinato em Aracaju.

Na sequência, foi apurado que a foragida morava na Rua Poeta Gonçalves de Magalhães, no Jardim Brasil I, para onde os policiais se dirigiram na tarde de segunda-feira (11). Por volta das 17h30, logo após Shirleide sair de casa, os agentes do IIRGD a abordaram.

A mulher portava Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) em nome de Alessandra. Os policiais, no entanto, já sabiam a verdadeira identidade da acusada, que admitiu ser Shirleide e recebeu voz de prisão.

A CNH e a CTPS são materialmente legítimas, porque foram regularmente emitidas por órgãos estatais. A falsidade é ideológica, porque recai sobre o nome e os demais dados qualificativos de sua titular inseridos nos documentos.

Ao ser interrogada pelo delegado Thiago Nemi Bonametti, na Delegacia de Guarujá, Shirleide explicou que adulterou a certidão de nascimento de uma irmã, valendo-se do fato de o documento ser datilografado. Depois, a utilizou para fazer um documento de identidade no Estado de São Paulo como se fosse Alessandra da Conceição Souza.

De posse do RG paulista, a acusada tirou CNH, CTPS e outros documentos. Passou a viver com a identidade falsa em Guarujá, onde veio “fazer nova vida”, acreditando que nunca seria descoberta, conforme disse. Trabalhava como vendedora e garantiu ser desconhecido o seu passado em Aracaju pelas pessoas de suas relações.

Sobre o homicídio, Shirleide apenas admitiu tê-lo praticado. A data de validade do seu mandado de prisão preventiva iria expirar no próximo dia 18 de novembro. Recolhida à cadeia feminina do 2º DP de São Vicente, ela deve ser recambiada para Sergipe. Por ter exibido o RG em nome de Alessandra na tentativa de enganar os policiais do IIRGD, a mulher foi autuada em flagrante por uso de documento falso.

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