Mulher acusa homem de estupro após aplicar golpe do boa noite, Cinderela

Vítima de 31 anos diz que o crime ocorreu em Santos, na casa do acusado, um funcionário público

13/10/2018 - 16:38 - Atualizado em 13/10/2018 - 21:09

Uma vendedora de 31 anos, moradora de Franca (SP), acusa um homem, residente no Gonzaga, em Santos, de tê-la estuprado após supostamente colocar escondido alguma substância em uma taça de vinho para deixá-la sonolenta.

O suposto caso de Boa Noite, Cinderela aconteceu no apartamento do acusado, um funcionário público estadual de 41 anos, no início da madrugada desta sexta-feira (12). Por enquanto, ele não foi achado pela Polícia Civil para prestar sua versão.

Segundo a mulher, ela e o acusado mantiveram breve relacionamento amoroso há cerca de dois anos. Neste final de semana prolongado, a vendedora viajou à Baixada Santista para visitar familiares que moram em Guarujá.

Por meio de uma rede social, o servidor público soube da viagem e convidou a vendedora para visitá-lo em seu apartamento. 

A mulher aceitou e disse que o homem lhe ofereceu uma taça de vinho, servido sem que ela visse.

Após ingerir a bebida, a vendedora relatou que se sentiu "muito mal" e ficou "zonza e sonolenta". 

O acusado, então, começou a beijá-la e manteve com ela relação sexual, mesmo sem a vítima consentir. Consumado o ato, ele a colocou para fora do apartamento.

A vendedora compareceu à Central de Polícia Judiciária (CPJ) e relatou o episódio à delegada Cláudia Santana Barazal. 

O caso foi registrado como "violação sexual mediante fraude", crime previsto no Artigo 215 do Código Penal e punível com reclusão de dois a seis anos.

Exames

A delegada encaminhou a vítima ao Instituto Médico-Legal (IML) de Santos para a realização de dois exames. Um objetiva constatar a ocorrência de conjunção carnal. No outro, houve a coleta de urina para identificar eventual substância tóxica colocada no vinho.

Policiais civis chegaram a ir ao edifício do funcionário público, mas ninguém atendeu. Na portaria, os investigadores foram informados de que, talvez, o acusado estivesse no imóvel, porém, com o interfone fora do gancho. 

O caso deverá ser encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). 

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