Mentora do assassinato de monitora se entrega à polícia

Adriana Franceschi, de 44 anos, se entregou à Polícia Civil para cumprir a pena

16/08/2017 - 20:16 - Atualizado em 16/08/2017 - 20:49
Adriana ( à esquerda) é acusada de 
mandar matar Sílvia ( à direita) 

Condenada a 12 anos de reclusão por ser a ser a mentora da execução a tiros da monitora de creche Sílvia Maria Maia Silveira, no dia 12 de fevereiro de 2007, em Santos,  Adriana Franceschi, de 44 anos, se entregou ontem à Polícia Civil para cumprir a pena.

Desde o início de junho deste ano, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou a expedição do mandado de prisão de Adriana, por ser esgotarem as possibilidades de recursos em segundo grau, ela passou a ostentar a condição de foragida.

Procurada em sua casa e em outros endereços onde poderia eventualmente estar refugiada, Adriana não foi encontrada. Porém, por volta das 14 horas desta quarta-feira (16), ela se apresentou no 7º DP de Santos, no Gonzaga, acompanhada do pai, para começar a cumprir a pena que lhe foi imposta pelo Tribunal do Júri de Santos, em 4 de novembro de 2014.

Recursos interpostos pelo advogado Eugênio Malavasi e, mais recentemente, o fato de a própria ré se refugiar, evitaram que ela tivesse sido presa antes. Agora, no entanto, chega ao fim a impunidade do assassinato de Sílvia Maria. Dos três envolvidos no crime, apenas Adriana permanecia solta.

A passagem de Adriana pelo 7º DP de Santos foi rápida. Após a elaboração de boletim de ocorrência de “captura de procurada”, ela foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML) de Santos para ser submetido a exame de corpo de delito.

Esse procedimento é uma praxe, como forma de atestar que o preso não sofreu qualquer tipo de violência. Em seguida, Adriana foi removida à cadeia do 2º DP de São Vicente, na Cidade Náutica, única carceragem feminina da Baixada Santista.

Por ser condenada da Justiça, a mandante do homicídio da monitora de creche deverá ser transferida para alguma penitenciária do Estado. A escolha da unidade é definida pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Como o homicídio qualificado é crime hediondo, Adriana fará jus a progredir do regime fechado para o semiaberto após o cumprimento de dois quintos da pena, desde que também apresente bom comportamento carcerário.

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