Jovem morta ao dar carona economizava dinheiro para casamento

Kelly Cristina Cadamuro compartilhava as viagens com pessoas de um grupo no aplicativo WhatsApp

04/11/2017 - 13:26 - Atualizado em 04/11/2017 - 14:58

Kelly e o namorado estavam guardando dinheiro e planejavam financiar uma casa (Foto: Reprodução/Facebook)

A jovem Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, morta ao dar carona para um desconhecido, entrou no grupo de caronas para reduzir os gastos com viagens e economizar dinheiro para o casamento, segundo seus familiares.

Kelly viajava com frequência de Guapiaçu, na região de São José do Rio Preto, onde morava, para Itapagipe, em Minas Gerais, onde reside o namorado, o engenheiro Marcos Antônio da Silva, de 28 anos. Para dividir as despesas, ela compartilhava as viagens com pessoas de um grupo formado por meio do aplicativo WhatsApp.

De acordo com um tio da jovem, Adriano Barcelos Augusto, ela era dedicada ao trabalho e fazia economia porque planejava ter filhos e formar família. Trabalhava numa loja de óculos e fazia estágio como técnica em radiologia, sua área de formação. Segundo ele, Kelly era muito apegada à família, que está "arrasada" com o crime.

O namorado confirmou que o plano do casal era financiar uma casa por isso os dois guardavam dinheiro. Alguns móveis já haviam sido comprados.

A jovem desapareceu na noite de quinta-feira (2), depois de combinar pelo aplicativo WhatsApp uma carona com um casal de Rio Preto - na hora da partida, só apareceu o rapaz, depois identificado como Jonathan Pereira do Prado, de 33 anos. Prado cumpria pena por vários crimes e foi beneficiado com a saída temporária da Páscoa, mas não retornou à prisão e foi considerado foragido.

O corpo de Kelly foi encontrado no dia seguinte, seminu, com as mãos amarradas e sinais de estrangulamento, e com a cabeça mergulhada num córrego, entre Frutal e Itapagipe, em Minas. Câmeras de uma praça de pedágio mostraram Prado voltando sozinho com o carro. O veículo foi achado depenado, próximo de Mirassol.

A Polícia Civil de Frutal trabalha com a hipótese de latrocínio - roubo seguido de morte. Exames preliminares não confirmaram violência sexual. De acordo com a confissão do matador, a jovem resistiu e lutou, obrigando-o a amarrá-la. Ele negou o estupro e disse que a calça dela saiu quando ele a arrastava pelo mato até o córrego.

Exames confirmaram que ela foi agredida e estrangulada. Prado teria dito que pretendia apenas roubar e escolheu a vítima aleatoriamente, mas a polícia acha que ele premeditou o crime.

Outros dois suspeitos de participação no assassinato, Wander Luís Cunha, de 34 anos, e Daniel Teodoro da Silva, de 24, teriam sido apenas receptadores dos objetos furtados da jovem.

A advogada de Daniel, Patrícia Ferreira Barbosa, pediu sua soltura para que responda em liberdade, mas a justiça ainda não decidiu. Wander e Prado não tinham advogados constituídos até a manhã deste sábado (4).

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