Golpista é presa por tentar renovar RG com documento falso em Santos

Mulher foi descoberta quando funcionário percebeu diferenças entre as impressões digitais

02/08/2018 - 07:45 - Atualizado em 02/08/2018 - 07:45

Funcionário foi quem suspeitou da originalidade do
documento (Foto: Divulgação)

Sob o argumento de que o seu documento de identidade (RG) está antigo e em mau estado de conservação, uma mulher compareceu à unidade santista do Poupatempo, na Rua João Pessoa, 246, no Centro, e foi presa em flagrante.

Inês Rodrigues da Silva, de 54 anos, exibiu terça-feira (31), no Poupatempo, RG com a sua fotografia, mas em nome de outra mulher (Helena F. C. S.). Ela pretendia a emissão de um novo documento de identidade falso.

Um funcionário do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) que funciona no Poupatempo suspeitou de Inês ao perceber discrepâncias entre as suas impressões digitais e as que constam no arquivo digital do órgão.

Os investigadores José Benedicto Camargo, Nilson Barboza e Ricardo Krone, do 4º DP, foram acionados e levaram a acusada ao distrito para averigar o caso. Inicialmente, a única certeza era a de que as impressões digitais da suspeita e aquelas do arquivo do IIRGD são de pessoas diferentes.

Inês portava Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), Título de Eleitor, justificativas de ausência de voto, Cadastro de Pessoa Física (CPF) e até carteira de vacinação em nome da mulher cujo nome consta no RG antigo.

Depois de muito relutar, Inês admitiu não ser Helena, alegando ter “ganho” de um desconhecido, em São Paulo, o RG desta mulher. A acusada, então, afirmou se chamar Débora, revelando posteriormente o verdadeiro nome.

Os policiais conseguiram entrar em contato telefônico com a verdadeira Helena, que mora na Zona Oeste da Capital. “A titular do RG disse que perdeu o seu RG há cerca de cinco anos e, desde então, vem sofrendo uma série de aborrecimentos, como a compra de produtos a prazo em seu nome”, disse o investigador Camargo.

Eventuais golpes cometidos por Inês mediante a utilização do RG adulterado ainda são investigados. Porém, a delegada Deborah Perez Lázaro a autuou em flagrante pelo crime de uso de documento público falso, que é inafiançável e punível com reclusão de dois a seis anos. 

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