Exame aponta que jovem encontrada morta em praia de Mongaguá foi dopada

Crime ocorreu em julho deste ano; supostos padrinhos são suspeitos do crime e estão presos

25/09/2018 - 15:44 - Atualizado em 25/09/2018 - 15:45

Vítima foi encontrada afogada em praia
 de Mongaguá (Foto: Arquivo Pessoal)

Exame toxicológico realizado em Atyla Arruda Barbosa, de 20 anos, encontrada morta em uma praia de Mongaguá, em julho deste ano, apontou que a jovem foi dopada antes de morrer. A vítima, que era moradora de Aparecida de Goiânia (GO), estava grávida e tinha em seu nome um seguro de vida de R$ 260 mil. Ela trabalhava para um casal de Itanhaém, Sergio Ricardo Re da Mota, 47, e Simone Melo Koszegi, 41, presos em 17 de agosto, por envolvimento no crime.  

À polícia, o casal alegou que Atyla era “sua afilhada”. Na véspera da localização do corpo, no dia 3 de julho, segundo os acusados, eles estavam em uma praia de Itanhaém e a vítima, repentinamente, desapareceu no meio do nevoeiro.  

A polícia desconfiou da versão após descobrir que a jovem não era afilhada do casal e que, quando foi encontrada morta, estava grávida de cerca de três meses de um menino. Ao ser preso, o suposto padrinho admitiu a possibilidade de ser o pai do bebê, uma vez que manteve relação sexual com a vítima. 

Ainda na ocasião, após exame necroscópico atestar afogamento como a causa da morte de Atyla, os acusados providenciaram o sepultamento do corpo sem avisar a família da jovem.  

Uso controlado 

Conforme o laudo, a moradora de Aparecida de Goiânia ingeriu várias substâncias de uso controlado. A vítima também estava alcoolizada. “O exame comprovou embriaguez, com concentração de 0,5 g/l, muito mais do que é permitido em uma blitz, e ingestão de várias substâncias tóxicas, relatou o delegado responsável pelo caso, Ruy de Mattos.

As substâncias encontradas no exame de sangue da vítima são de medicamentos para epilepsia e antidepressivos. Ao todo foram encontrados quatro diferentes medicamentos.  O casal permanece preso. 

Veja Mais