Ex-policial acusado de matar ex-secretário Ricardo Joaquim é absolvido

A sentença do julgamento Anderson Willians da Silva foi dada no final da noite desta sexta-feira

20/10/2017 - 23:41 - Atualizado em 20/10/2017 - 23:43

Ricardo Joaquim foi morto no dia 8 de março de 2012
(Foto: Rogério Soares/AT)

Após três dias de julgamento, o ex-policial Anderson Willians da Silva, acusado de matar a tiros o ex-secretário executivo de Coordenação Governamental de Guarujá, Ricardo Augusto Joaquim de Oliveira, foi absolvido.

 

Presidido pelo juiz Fabrizio Sena Fusari, o júri começou às 15 horas de quarta-feira (18) e terminou às 23h30 desta sexta-feira (20), no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da Capital. No primeiro dia da sessão foram ouvidas três testemunhas da acusação. No segundo, depuseram três testemunhas indicadas pela defesa.

O julgamento reiniciou na manhã desta sexta-feira (20) com o interrogatório do réu, que durou cerca de três horas. Em seguida, houve os debates entre as partes, com réplica e tréplica. Reunido na sequência na sala especial, o Conselho de Sentença, formado por sete jurados, deu o seu veredicto.

O advogado Alex Sandro Ochsendorf sustentou a tese de negativa de autoria, afirmando que Anderson, no momento do homicídio qualificado, estava com a mulher e o filho do casal em um supermercado, em Praia Grande. O defensor também desqualificou as investigações do caso.

Os jurados acolheram os argumento da defesa, refutando os do MP, segundo o qual o réu foi o autor dos três disparos de pistola calibre 45 que atingiram a vítima, durante reunião do Partido da Pátria Livre (PPL), em Vicente de Carvalho, na noite de 8 de março de 2012. Na sobra de tiros, um homem foi baleado no pé. Por esse motivo, Anderson respondeu pelo assassinato e pela tentativa de homicídio

Segundo o MP, Anderson estava acompanhado do também ex-policial militar George Alves de Almeida e ambos fugiram em duas motos. Esses dois réus estão presos preventivamente e teriam cometido o crime a mando dos empresários Felício Tadeu Bragante, de Campinas, e Édis César Vedovatti, de Praia Grande. Os acusados de serem os mentores intelectuais respondem ao processo em liberdade. Eles e George ainda serão submetidos a julgamento popular.

Suposta promessa feita por Ricardo Joaquim de anistiar vultosos débitos de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de uma grande e valorizada área do Jardim Virgínia, adquirida pelos empresários, seria o motivo da sua execução. Na época, a vítima integrava o alto escalão do Executivo de Guarujá.

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