Dupla é presa por tentar extorquir médico em Santos

Criminosos pediam R$ 10 mil pela venda de informações sobre suposto plano para assassinar a vítima

21/09/2018 - 06:00 - Atualizado em 21/09/2018 - 06:00

Prisão aconteceu no estacionamento do Extra, em
Santos, local combinado com a vítima (Reprodução)

Dois homens foram presos em flagrante por extorsão contra um médico. A dupla negociou por R$ 10 mil a venda de informações sobre suposto plano para assassinar a vítima.

 

A captura ocorreu na tarde de terça-feira (18), no estacionamento do Hipermercado Extra, na Avenida Ana Costa, em Santos, local combinado para o pagamento.

Informados sobre a extorsão, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) orientaram o médico, de 42 anos, a aceitar a chantagem, praticada por meio de mensagens do aplicativo WhatsApp.

Conhecido do médico há vários anos, Luiz Djalma Lopes Assunção, de 51 anos, adquiriu um chip exclusivamente para extorquir a vítima e evitar a sua identificação.

Nas mensagens enviadas à vítima, Assunção afirmou ter conhecimento de que pessoas de Praia Grande contratariam um pistoleiro para matá-la. Porém, ele condicionou a revelação de mais detalhes ao pagamento de R$ 10 mil.

Combinada a entrega do dinheiro para as 15 horas de terça-feira no estacionamento do Extra, o médico para lá se dirigiu. Moacir Ricardo Lopes Patriota, de 31 anos, se aproximou do carro da vítima para receber a quantia e os investigadores da DIG o prenderam.

Patriota disse ignorar que o caso se tratava de extorsão. Alegou que foi buscar o dinheiro a pedido de Assunção. Ainda informou que o comparsa o aguardava fora do hipermercado, nas imediações.

O autor intelectual da extorsão estava no lugar indicado. Ele portava um celular, no qual constam as mensagens ameaçadoras enviadas para o telefone do médico. De acordo com Patriota, Assunção lhe pediu para buscar dinheiro que “emprestara” a um homem.

Porém, no celular do homem acusado de tentar receber os R$ 10 mil há conversas entre ele e Assunção, que os incriminam. Nos diálogos, o mentor afirma ao comparsa que o dinheiro se referia ao pagamento de informações de interesse da vítima.

O médico ficou chateado ao descobrir que era extorquido por um conhecido. Assunção afirmou estar arrependido, declarando que praticou o crime por estar desempregado.

O delegado Leonardo Amorim Nunes Rivau autuou Assunção e Patriota por extorsão. A pena varia de cinco anos e quatro meses a dez anos de reclusão, quando o crime é cometido por duas ou mais pessoas.

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