Dez criminosos são condenados na operação Cavalo de Aço

Os réus foram sentenciados pela Justiça de Cubatão e entre eles há dois policiais militares

23/11/2017 - 21:40 - Atualizado em 23/11/2017 - 21:40

Operação foi deflagrada em 28 de junho do ano passado
(Foto: Carlos Nogueira/AT) 

Denominada Cavalo de Aço e deflagrada em 28 de junho do ano passado, operação conjunta envolvendo a Corregedoria da Polícia Militar e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP), resultou agora na condenação de dez pessoas pelos delitos de organização criminosa e tráfico de drogas, entre outros.

Os réus foram sentenciados pela Justiça de Cubatão e entre eles há dois policiais militares. A maior pena – 62 anos de reclusão – foi aplicada a Wilson Gonçalves Moreira, o Pelé. Integrante do alto escalão da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), ele foi condenado por organização criminosa armada, tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse de arma de fogo, receptação e lavagem de dinheiro.

Os crimes atribuídos à organização ligada ao PCC foram cometidos nas cidades de Cubatão e Praia Grande. O grupo contava com a participação dos policiais militares Marcos de Oliveira Carvalho e Rodrigo Santiago Lima Pereira, condenados a três anos e seis meses, em regime fechado.

Os PMs trabalhavam à época em Cubatão, local de forte atuação do grupo criminoso. A dupla recebia dinheiro para permitir a continuidade do tráfico no local e ainda fornecia informações privilegiadas aos comparsas. Os policiais também são processados na Justiça Militar pelo delito de corrupção.

Demais réus

Outro membro do PCC, Renato Ferreira da Silva, conhecido como Japonês ou Punk, recebeu pena de dez anos e seis meses de reclusão por integrar organização criminosa armada e por estar associado para a prática do tráfico de drogas. Ele e Pelé já possuíam condenações anteriores por crimes da mesma natureza.

Na época presidente do diretório cubatense do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Elisabete Gonçalves Moreira, a Bete Rosa, é irmã de Pelé. Sentenciada a nove anos e seis meses, ela é esposa do atual vereador de Cubatão, Fabio Alves Moreira, o Roxinho.

Também foram condenados Paulino Lima Ferreira, Letícia Trindade da Silva e Gustavo dos Santos Gonçalves. O trio realizaria o tráfico sob as ordens do cabeça Pelé. Com a função de gerente de pontos de venda de drogas, Paulino recebeu pena de 49 anos.

Os demais sentenciados, pela prática de diversos delitos de corrupção passiva, são Felipe Cezar do Nascimento e Veruska Raquela Provazi de Almeida. Somadas, as penas dos dez réus ultrapassam 150 anos de reclusão. Devido à participação dos policiais, a Corregedoria da PM iniciou as investigações no final de 2014. No início de 2016, elas ganharam o reforço do Gaeco. 

Veja Mais