Delegado decide sobre prisão de seguranças que agrediram estudante

A vítima continua internada em estado grave na UTI da Santa Casa de Santos

11/07/2018 - 19:52 - Atualizado em 11/07/2018 - 19:53

Confusão aconteceu no último sábado (7),
 no Baccará Bar & Grill (Irandy Ribas/AT)

Responsável pelo inquérito policial do caso Baccará Bar & Grill, o delegado Luiz Henrique Ribeiro Artacho, titular do 3º DP de Santos, disse nesta quarta-feira (11) que avalia o conjunto de provas para decidir se pede ou não a prisão temporária de três seguranças da casa noturna.

 

O trio é acusado de agredir Lucas Martins de Paula, de 21 anos, na madrugada do último sábado. Quartanista de Engenharia Elétrica, o jovem reclamou da cobrança de uma garrafa long neck de cerveja, no valor de R$ 15,00, que alega não ter consumido. O estudante continua internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Santos.

O universitário estava acompanhada de um advogado e um empresário, seus amigos, que também foram agredidos e reconheceram os seguranças. Um dos acusados imobilizou Lucas, enquanto outro o nocauteou com um soco no rosto.

O terceiro é o chefe da segurança, que presenciou a violência e nada fez para impedi-la, embora tivesse o dever legal de agir para evitá-la. Segundo o delegado, este acusado incorreu no crime em razão da sua omissão.

Mais depoimentos

Artacho tomou nesta quarta os depoimentos dos pais de Lucas e de mais dois funcionários do Baccará. Ele requereu aos pais do estudante a ficha clínica do jovem para que possa ser elaborado, preliminar e indiretamente, um laudo de exame de corpo de delito.

A pedido do delegado, peritos criminais foram nesta quarta à casa noturna, localizada na Rua Oswaldo Cochrane, 64, no Embaré. Eles apreenderam computares, que serão periciados. O objetivo é detectar eventual filmagem que possa ser útil às investigações.

De acordo com Artacho, de modo informal, o dono do estabelecimento disse que não há imagens do ocorrido, porque câmeras do bar estavam inoperantes desde que sofreram curto-circuito por causa de recente chuva. Força-tarefa da Prefeitura detectou terça-feira irregularidades no Baccará e determinou o seu fechamento até que elas sejam sanadas.

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