Criminoso é morto em troca de tiros com a PM em Vicente de Carvalho

Mateus Bispo Gonçalves, de 22 anos, foi atingido perto da Favela da Prainha

13/09/2018 - 21:03 - Atualizado em 13/09/2018 - 21:08

Mateus Bispo Gonçalves, de 22 anos, morreu em tiroteio com policiais militares, às 3 horas desta quinta-feira (13), nas imediações da Favela da Prainha, em Vicente de Carvalho.

Horas antes do confronto, na mesma área, o jovem já havia disparado na direção de outros PMs, mas atingiu um carro que estava estacionado na Rua 11 de Maio, no Pae Cará.

Após os disparos da primeira ocorrência, Mateus fugiu correndo sem ser identificado e os policiais, surpreendidos com a ação, sequer tiveram condições de reagir.

Mais tarde, outros PMs foram acionados para verificar denúncia de que marginais saqueavam as cargas de vagões parados na linha férrea que passa pela Favela da Prainha.

Mateus, de 22 anos, já havia entrado em confronto com a PM antes de ser atingido por um disparo (Alexsander Ferraz/AT)

Com a chegada dos policiais, o grupo se dispersou e ninguém foi detido. Logo em seguida, surgiu um Hyundai HB20 na esquina das ruas Santo Amaro e Epitácio Pessoa.

 

Os PMs determinaram a parada do carro, cujo motorista disse trabalhar para o aplicativo Uber. Os passageiros eram uma jovem de 18 anos e Mateus, que desembarcou e fugiu.

Enquanto corria, o rapaz disparou duas vezes na direção dos policiais, sem acertá-los. Um dos PMs revidou quatro vezes, mas o acusado conseguiu escapar.

O motorista disse que pegou inicialmente a jovem em Morrinhos II e, na sequência, o rapaz, na Rua Mato Grosso, em Vicente de Carvalho. O casal seria levado até a casa de um primo de Mateus, na Prainha.

Esta informação foi relatada pela jovem, que alegou conhecer o até então fugitivo por “Bruno”. Ela ainda declarou ter ciência de que o acompanhante estava armado, porque ele lhe disse que havia atirado horas antes na direção de PMs.

O atentado foi confessado pelo acusado à jovem por meio de mensagem de voz enviada pelo WhatsApp. Por esse motivo, os PMs apreenderam o celular da acompanhante de Mateus.

Enquanto tentavam descobrir quem era o marginal que atirou na direção deles, os PMs tiveram a atenção voltada para uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que passou por eles e foi até a favela.

Os policiais seguiram a equipe de resgate e se depararam com alguns moradores socorrendo Mateus. Ele foi reconhecido pelos PMs como o atirador e pela jovem como sendo o rapaz que imaginava se chamar por Bruno.

Baleado, Mateus foi levado ao Pronto-Socorro de Vicente de Carvalho, mas não resistiu aos ferimentos. Os policiais não encontraram a arma de fogo que ele usou nos dois atentados, registrados pelo delegado Josias Teixeira de Souza, na Delegacia de Guarujá.

Mateus é conhecido nos meios policiais desde a época de adolescente. Contra ele constam duas passagens por roubo, uma por porte ilegal de pistola calibre 380 e outra por agredir um interno da Fundação Casa de Guarujá, onde já esteve internado. Ele também já foi suspeito de matar um bombeiro.

Veja Mais