Condesb debate sobre sucateamento da Polícia Civil

O encontro aconteceu na Delegacia Geral de Polícia, em São Paulo, e contou com a participação de apenas três prefeitos da região

23/11/2017 - 20:10 - Atualizado em 23/11/2017 - 20:44

O sucateamento da Polícia Civil, principalmente em razão do efetivo deficitário, foi a pauta da reunião desta quinta-feira (23) entre o Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) e o delegado geral de polícia Youssef Abou Chahin.

O encontro aconteceu na Delegacia Geral de Polícia, em São Paulo, e contou com a participação de apenas três prefeitos dos nove municípios que integram a Região Metropolitana da Baixada Santista.

Na condição de presidente do Condesb, o prefeito Alberto Mourão (PSDB), de Praia Grande, esteve na reunião com os prefeitos Luiz Maurício Oliveira (PSDB) e Válter Suman (PSB), respectivamente, de Peruíbe e Guarujá. Os municípios de Santos, São Vicente e Cubatão enviaram representantes, enquanto os demais sequer representados estavam.

Encontro aconteceu com três prefeitos da BS e o delegado geral de polícia Youssef Abou Chahin

Em seu pleito, já antigo, de aumento do efetivo da Polícia Civil na região, Mourão enfatizou que as nove cidades da Baixada Santista e do Litoral Sul têm população fixa de 1,8 milhão de habitantes.

“Porém, esse número sobe para 2,5 milhões aos finais de semana em razão dos 250 mil imóveis de veraneio. Tais residências favorecem a vinda de criminosos para a região, que as procuram para se refugiar e praticar novos crimes. Na temporada, a população flutuante se eleva ainda mais”, informou o presidente do Condesb.

Mourão também cobrou do delegado geral maior transparência nas estatísticas criminais. “Precisamos ter mais informações sobre as ocorrências para planejar ações de prevenção e de investigação dos delitos”, justificou. Segundo ele, os municípios estão dispostos a colaborar, mas o reforço do efetivo da Polícia Civil compete apenas ao Estado. 

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