Ciclista dá sua versão sobre confusão com Guardas Municipais em São Vicente

Igor Nicandio da Silva conta ter levado uma cabeçada, choque elétrico e um soco na nuca

20/10/2017 - 18:59 - Atualizado em 20/10/2017 - 19:09

Igor tem nas costas as marcas deixadas pelo equipamento de choque elétrico usado contra ele

“Estava na calçada e quando subi na bicicleta, os Guardas Civis Municipais vieram em minha direção e, com agressividade, pediram para eu descer sem justificar o motivo. Falaram que iriam apreender o veículo e respondi que não, foi quando começou a confusão”, relata o mecânico Igor Nicandio da Silva, que foi abordado agentes de São Vicente e autuado por desacato e agressão.

Ciclista foi autuado por desacato e agressão
(Foto: reprodução/Facebook)

A versão do rapaz é diferente da sustentada pela Prefeitura da Cidade, em que os profissionais da GCM teriam sido chamados por uma pedestre que reclamou de quase ter sido atropelada por um ciclista na calçada.

O caso que aconteceu no último sábado (14), na Praia dos Milionários, em São Vicente, e ganhou grande repercussão nas redes sociais, ainda não chegou ao fim, de acordo com Nicandio.

“Eu mesmo postei o vídeo. Quero reivindicar uma providência das autoridades. Eles (guardas) devem tratar as pessoas da forma correta. Não sou nenhum marginal. Sou homem trabalhador”. O mecânico explica que sempre vai nadar naquela região e tinha deixado a bicicleta em uma barraca, mas quando se preparou para ir embora aconteceu a abordagem.

“Quando eles pediram para eu descer, falei que não tinha nenhuma placa falando que era proibido e perguntei por que eles (agentes da GCM) podem andar de moto na calçada. Acho que não gostaram e falaram que a bicicleta seria apreendida, mas eu disse que não. Subi o tom da voz porque estava na defensiva, mas foi o guarda que estava de capacete que me deu uma cabeçada”.

Com a confusão armada, Nicandio diz ter começado a se defender dos ataques: “No vídeo dá para escutar as pessoas pedindo para me soltar e deixar eu ir embora. A mulher que reclamou quase ter sido atropelada não existe, não apareceu em nenhum momento”.

O rapaz conta que, além de levar uma cabeçada, também recebeu choque e um soco na nuca. Ele solicitou a presença da Polícia Militar que os levou ao 1º DP de São Vicente, mas devido a problemas no sistema o caso foi registrado no 2º DP.  

“Nesse dia era o casamento da minha mãe e eu a levaria ao altar, mas fiquei 13 horas na delegacia e perdi a cerimônia. Cheguei em casa (no Parque Prainha) a pé, porque minha bicicleta foi apreendida, às 2 horas”. O veículo foi recuperado na quarta-feira (18) e agora ele estuda entrar na Justiça.

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