Carcereiro vítima de saidinha de banco mata ladrão em Praia Grande

Ação resultou em troca de tiros entre a vítima - que foi baleada - e a dupla. Um assaltante conseguiu fugir

18/01/2018 - 19:48 - Atualizado em 18/01/2018 - 19:58

Carcereiro foi baleado em loja de motos após sacar R$ 5 mil de agência do Banco Itaú (Foto: Via Whatsapp)

Vítima de roubo na modalidade conhecida por saidinha de banco, no início da tarde desta quinta-feira (19), em Praia Grande, um carcereiro lotado na Delegacia de Mongaguá foi baleado, mas matou um ladrão a tiro. Outro assaltante conseguiu fugir em uma motocicleta e, até à noite, não havia sido identificado.

 

O policial civil levou um tiro de raspão na orelha direita e outro que atravessou um dos ombros. Removido ao Hospital Municipal Irmã Dulce, ele permanece internado e o seu estado clínico é considerado bom. No momento do assalto, o carcereiro estava acompanhado da mulher, que escapou ilesa ao tiroteio.

Assaltante que morreu, Luiz Gustavo Barreto tinha
três passagens por roubo (Foto: Reprodução)

O marginal morto é Luiz Gustavo Santana Barreto, de 23 anos. Com três passagens por roubo pelo 102º DP (Capela do Socorro), na Zona Sul de São Paulo, ele havia saído da cadeia no dia 22 de novembro de 2017, conforme apurou o investigador-chefe da Delegacia de Praia Grande, Alexandre Ventura Júnior. Este acusado portava uma pistola calibre 380, que foi apreendida.

O comparsa de Luiz Gustavo fugiu em uma motocicleta Honda Falcon vermelha e teria levado R$ 5 mil que o carcereiro e a mulher haviam sacado momentos antes em um Banco Itaú localizado na Avenida Presidente Kennedy, no Tupi. O tiroteio ocorreu em uma loja de motos na mesma avenida, situada a cerca de dez quarteirões da agência.

“O casal estava em um carro e o estacionou na Rua Tamoios para entrar no banco. Depois do saque, ele retornou ao veículo e foi até a loja de motos, porque o carcereiro queria saber o preço de um pneu. Os ladrões seguiram as vítimas com a Falcon desde a agência e entraram no comércio, exigindo a entrega do dinheiro”, detalhou Ventura.

O investigador conversou com o colega baleado no Irmã Dulce e foi informado sobre o trajeto feito da Rua Tamoios à loja de motos. A partir desse dado, Ventura tenta identificar a placa da Falcon por meio de câmeras de segurança instaladas nesse percurso. 

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