Homem que fingia ser treinador é preso por pedofilia em Praia Grande

Ele foi capturado por policiais da DIG de Santos. Suspeito aliciava crianças durante conversas pelo Facebook

16/08/2017 - 07:43 - Atualizado em 16/08/2017 - 08:39

Um homem acusado de se passar por treinador de futebol para aliciar meninos por meio da rede social Facebook foi preso nesta terça-feira (15), de manhã, por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos, em Praia Grande.

O acusado Fábio Batista, de 44 anos, já é conhecido nos meios policiais por pedofilia. Em 2005, foi condenado pelo crime de atentado violento ao pudor, a seis anos de reclusão, em regime fechado, pela 3ª Vara Criminal de São Vicente.

Agora, ele foi capturado graças à atenção de uma mulher, moradora em São Paulo. Ao supervisionar a rede social do seu filho, de 8 anos, ela se deparou com diálogos reveladores do assédio do acusado ao menino e comunicou o caso de pedofilia no 42º DP de Capital (Parque São Lucas).

O delegado Alexandre Bento instaurou inquérito policial e o investigador Carlos Alberto Dias Simões identificou o acusado por meio da rede social, verificando que ele tem 556 “amigos” em seu perfil no Facebook, sendo todos crianças ou adolescentes.

Com o levantamento desses dados e, inclusive, da condenação por atentado violento ao pudor já imposta a Fábio Batista, Bento requereu à Justiça mandado de busca e apreensão para a casa do investigado, na Vila Margarida, em São Vicente. Policiais da DIG deram apoio no cumprimento da ordem judicial, mas o acusado já havia saído de sua moradia.

Os agentes souberam que ele estaria em Praia Grande e o detiveram na Avenida Rio Branco, no Canto do Forte, segundo o chefe dos investigadores da DIG, Paulo Carvalhal. Por não haver mandado de prisão contra Fábio, ele seria interrogado e liberado.

Porém, na DIG, os policiais examinaram o celular do acusado, com o seu consentimento, e constataram haver nos arquivos de um aplicativo de troca de mensagens fotografias recebidas e enviadas mostrando crianças em cenas de sexo.

No mesmo aplicativo há diálogos de Fábio com garotos, nos quais ele se apresenta como “treinador de futebol” e lhes pede o envio de fotografias íntimas, como aconteceu com o menino cuja mãe compareceu ao 42º DP de São Paulo.

Diante do conteúdo do aplicativo, o delegado Leonardo Amorim Nunes Rivau, da DIG, autuou Fábio em flagrante por três crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e determinou a sua remoção à cadeia, sem prejuízo de ele ser indiciado em inquérito pelo delito cometido contra a vítima da Capital.

Um dos crimes pelos quais Fábio foi autuado é o de distribuir por qualquer meio, inclusive por sistema de informática, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.

Outro delito é o de adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.

Fábio ainda foi autuado por aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança, com o fim de praticar ato libidinoso. Somadas, as penas dos três crimes variam de cinco a 15 anos de reclusão.

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