Seleção Brasileira fecha primeiro dia de Mundial longe do pódio

Eric Takabatake, na categoria até 60 kg, foi o melhor colocado, em sétimo lugar

20/09/2018 - 17:06 - Atualizado em 20/09/2018 - 17:21

Eric Takabatake acabou parando na respecagem (Foto: Rafal Burza/CBJ)

A Seleção Brasileira terminou o primeiro dia do Campeonato Mundial de Judô, em Baku, capital do Azerbaijão, sem chegar a disputa de medalhas. 

Três judocas brasileiros entraram em ação na National Gymnastics Arena. Eric Takabatake, na categoria até 60 kg, foi responsável pelo melhor desempenho do dia, terminando em sétimo lugar. Ele venceu três lutas nas preliminares, mas caiu nas quartas e na repescagem pelo bronze.

Em seu quarto Mundial, Takabatake começou bem, com vitória por waza-ari sobre Yi Shang, da China, na primeira rodada. Em seguida, derrotou o belga Jorre Verstraeten por ippon e repetiu o desempenho nas oitavas-de-final diante do cazaque Gusman Kyrgyzbayev.

Nas quartas-de-final, contudo, o brasileiro foi derrotado pelo cabeça-de-chave Amiran Papinashvili, da Geórgia, e foi para o bloco final disputar a repescagem contra o sul-coreano Harim Lee. No combate, Lee conseguiu projetar Eric duas vezes por waza-ari e avançou à disputa pelo bronze. O sétimo lugar foi o melhor resultado do ligeiro brasileiro em Mundiais.

"O que eu tiro de positivo é que eu fui melhor. Essa foi minha melhor campanha. Mas, se eu entro num Mundial eu quero entrar para medalhar, para ganhar. Fiz boas lutas, mas as que eu perdi, não gosto de dizer que foi por bobeira para não tirar o mérito do adversário. Mas, eram lutas que eu poderia ganhar. É o que me incomoda mais. Quero treinar para próxima competição e focar em buscar resultado nas próximas", projetou o ligeiro do Brasil.

Outros brasileiros

O outro representante brasileiro nesta categoria foi Phelipe Pelim que, em seu segundo Campeonato Mundial, não conseguiu passar da primeira luta, depois de sofrer três punições contra o espanhol Francisco Garrigos.

"Era uma luta muito dura. Eu sabia que ia ser briga do início ao fim. Tentei me impor, mas não consegui. Já tinha lutado contra ele outras vezes, já ganehi e já perdi. Fui pensando em fazer um estilo de pegada, acabou não dando muito certo. Ele conseguiu fazer uma pegada um pouco melhor e eu não consegui sair daquela situação. Parece que passou tudo muito rápido. Treinei muito para, mas infelizmente, não consegui", explicou Pelim ao sair do tatame. "Queria muito subir ao pódio. Eu sei o quanto treinei, o quanto me dediquei, mas não foi o suficiente. É voltar agora e continuar treinando."

No ligeiro feminino, Gabriela Chibana estreou bem, com vitória por ippon sobre a sul-africana Geronay Whitebooi. Na segunda rodada, a brasileira não se intimidou diante da medalhista olímpica, bronze no Rio, Otgontsetseg Galbadrakh, e projetou a cazaque por waza-ari logo nos primeiros minutos de luta. A adversária, contudo, consegui forçar três punições à Chibana e avançou às quartas-de-final do Mundial.

"Foi meu primeiro Mundial adulto. Eu estou feliz com isso, mas queria mais. Acho que a gente nunca está satisfeito e, agora, é consertar, ver o que errei, porque na luta eu não consegui enxergar. Eu quero olhar a luta e ver o que eu errei, porque não quero mais errar desse jeito", avaliou Gabriela Chibana.

Próximas lutas

Nesta sexta-feira (21), será a vez de Érika Miranda (52kg), Jéssica Pereira (52kg), Daniel Cargnin (66kg) e Charles Chibana (66kg) tentarem buscar a primeira medalha para o Brasil na competição. 

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