Risco de cassação ronda prefeito e vice de Mongaguá

Artur Parada Prócida e Márcio Melo Gomes já foram afastados pelo Diretório Estadual do PSDB das atividades partidárias

15/05/2018 - 13:00 - Atualizado em 15/05/2018 - 13:00

Enquanto esperam por decisões da Câmara Municipal, o prefeito preso Artur Parada Prócida e o vice, Márcio Melo Gomes, já foram afastados pelo Diretório Estadual do PSDB das atividades partidárias e tiveram sua filiação suspensa.

Prócida e Gomes são investigados por Polícia Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF). 

Na quarta-feira, o prefeito foi preso em flagrante por ter, em casa, R$ 5,3 milhões em reais e dólares, encontrados durante execução de mandado de busca e apreensão da operação Prato Feito. O vice foi afastado judicialmente.

O presidente interino da Câmara de Mongaguá, Carlos Silva Santos Neto, o Carlão da Imobiliária (PDT), indica que ainda é preciso reunir provas contra os dois políticos. “Até agora, temos informações (sobre as suspeitas) obtidas pela imprensa”.

Santos explica que, caso a investigação seja aprovada pela maioria dos vereadores, serão formadas comissões para investigar a conduta dos políticos acusados. Após o andamento do processo, com direito de defesa, nova votação vai definir o impedimento deles ou não. Antes do escândalo, Prócida tinha apoio de dez dos 13 vereadores.

“A única forma de sair dessa situação é encontrar uma forma de agregar todos que desejam uma cidade melhor. Se for preciso dormir aqui, vou dormir”, diz o prefeito interino Rodrigo Casa Branca, empossado na segunda-feira.

Legenda

Em seu quinto mandato não consecutivo para o Executivo de Mongaguá, Artur Parada Prócida era uma das lideranças do PSDB mais antigas da região. A investigação por suspeita de desvio de verbas da União destinadas à Educação fez com ele fosse “sumariamente” afastado da atividade partidária e tivesse suspensa sua filiação ao partido. 

A decisão foi tomada pelo Diretório Estadual da legenda. A medida se aplica ao vice-prefeito, Marcio Melo Gomes, também afastado das funções pela Justiça sob a suspeita de envolvimento no esquema fraudulento. Segundo o presidente do Conselho Estadual de Ética e Fidelidade Partidária tucano, Raul Christiano, o colegiado emitirá posição oficial após a próxima reunião, na semana que vem, em São Paulo.

Veja Mais