Prefeitura de Mongaguá passará por auditoria

Rodrigo Biagioni, que tomou posse na Prefeitura interinamente, determinou verificação em finanças e contratos municipais

15/05/2018 - 07:25 - Atualizado em 15/05/2018 - 07:56

Prefeito interino tomou posse na manhã de
segunda-feira (foto: Rogério Soares/AT)

O prefeito interino de Mongaguá, Rodrigo Cardoso Biagioni, o Rodrigo Casa Branca (PSDB), empossado na segunda-feira (14), determinou auditoria nas finanças e nos contratos da Administração. Foi seu primeiro ato à frente da Cidade, que ficou quatro dias sem comando.

Na semana passada, o prefeito Artur Parada Prócida foi preso, e o vice, Márcio Melo Gomes, o Márcio Cabeça (ambos do PSDB), afastado judicialmente. Espera-se que ambos sejam alvo de um processo de impeachment na Câmara, mas a sessão de segunda à noite não ocorreu por falta de quórum: apenas três dos 13 vereadores apareceram.

Pesam sobre Prócida e Gomes suspeitas de desvios de verba destinada à merenda escolar. Ambos estão entre os citados na operação Prato Feito, da Polícia Federal, que apura desvios de verbas de merenda escolar em 30 cidades paulistas, três delas da região – Cubatão e Peruíbe também.

Providências

Biagioni iniciou os trabalhos às 8 horas. Segundo ele, a auditoria servirá para traçar um diagnóstico da saúde financeira e dar andamento à máquina. “Se não tomarmos uma providência nesta semana, as escolas ficam sem merenda”.

Outra preocupação é o desabastecimento do hospital municipal e de postos de saúde. Biagioni afirma faltarem medicamentos e insumos básicos, como esparadrapo e algodão. 

Na tarde de segunda, houve vistorias em unidades de Saúde e Educação para conhecimento da real situação dos setores públicos.

O interino afirma que não falta verba: a questão é o trabalho do setor de compras. Ele afastou do cargo o diretor do setor de Licitações.

Biagioni considera grave a situação política, mas acha possível superá-la. Para isso, declara que líderes devem se unir. 

“Vamos levantar a Cidade. Não é uma promessa. Não fui eleito prefeito, fui eleito vereador, mas, se a lei (Orgânica, que prevê a nomeação do presidente da Câmara na ausência de prefeito e vice) me colocou neste momento para suprir o que está faltando, vou até o final”, declarou.

Mudanças

Ainda no início da manhã, Biagioni se reuniu com lideranças políticas e técnicos de diretorias municipais (equivalentes a secretarias em outras cidades). Os encontros deram ideia, mesmo que superficial, do andamento da máquina pública. “Inteirei-me sobre a mão de obra, se precisa de contratação ou não. Ainda não tive informações completas. O (departamento) financeiro vai me passar a situação, mas parece que as contas estão em dia e há dinheiro em caixa”.

Biagioni já definiu, contudo, mudanças na estrutura administrativa da Prefeitura. No primeiro momento, quatro departamentos terão novos titulares. A expectativa é de que sejam anunciados ainda hoje os ocupantes dos setores Jurídico, de Finanças, Administração e a Chefia de Gabinete. 

“Não há demissão ou retaliação a ninguém. Um grupo que assume precisa ter pessoas de sua confiança”, diz o prefeito interno. Ele não descarta novas alterações de cargos após a conclusão do diagnóstico da situação da Administração Municipal.

Embora do mesmo partido do prefeito, detido pela Polícia Federal, Biagioni afirma ter se colocado em oposição à gestão de Prócida. Ele justifica que o rompimento com o político ocorreu na eleição para a Mesa Diretora da Câmara, na qual foi eleito presidente da Casa – o mandatário afastado havia apoiado outro vereador. O fato fez que a maioria dos vereadores rompesse com a atual Mesa do Legislativo. 

O entrave, porém, não preocupa o prefeito interino, que aposta em reaproximação com seus pares.

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