Considerada a cidade da pesca, Mongaguá completa nesta quinta-feira 58 anos

Cidade localizada no Litoral Sul tem várias belezas e riquezas naturais

07/12/2017 - 10:02 - Atualizado em 07/12/2017 - 10:11

Para Nivaldo Fernandes da Silva, cidade é um paraíso para pescar (Foto: Rogério Soares/At)

Mongaguá completa nesta quinta-feira (7) 58 anos de emancipação político-administrativa inspirando paixões, graças às suas belezas e riquezas naturais. Entre elas, a principal é a pesca, que atrai moradores e visitantes. “Mongaguá faz aniversário, mas quem ganha o presente somos nós, que temos uma cidade que nos proporciona uma ótima pescaria”, diz Nivaldo Fernandes da Silva.

Morador na Capital, Nivaldo visita o Município pelo menos duas vezes por mês e é presença certa na Plataforma de Pesca de Mongaguá. Construída em 1977, é a maior plataforma pesqueira em concreto armado no Brasil, avançando 400 metros mar adentro.

Pescador esportivo, o aposentado Antonio Francisco dos Santos, mora há 17 em Mongaguá e vai três vezes por semana à Plataforma. “Até criei uma armadilha para fisgar peixe espada. Deixo elas armadas e fico aguardando eles fisgarem”, comenta, explicando que a armadilha foi criada com varetas de guarda-sol.

Visitando a Plataforma pela primeira vez, o comerciante praia-grandense Enedir Filippini, havia pescado um roncador. “Ainda não dei muita sorte. Mas estou encantado com a Plataforma. Independentemente de fisgar, ou não, mais alguns peixes, só o fato de estar aqui já proporciona uma grande satisfação”.

A Plataforma de Pesca (Avenida Governador Mário Covas, 10.181, Balneário Plataforma) fica aberta 24 horas, diariamente. Segundo informações da recepção, o ingresso custa R$ 2,50 para quem tem mais de 60 anos, R$ 3,00 para crianças de 3 a 10 anos e R$ 5,00 para adultos. Moradores da Cidade, com carteirinha, não pagam.

Fora da Plataforma existem quiosques para a compra de material de pesca. “Há sete anos trabalho no ramo de comércio de material de pesca. Pelo menos 90% do material que vendo são apropriados para quem vem pescar na Plataforma. A procura é maior nos finais de semana”, conta Antonio Godate Lima, dono do Quiosque Nico.

Plataforma de pesca é a maior do País e foi construída em concreto armado (Foto: Rogério Soares/AT)

Pescadores

No Centro da Cidade, a Arquibancada do Pescador, às margens do Rio Mongaguá. Diariamente, também recebe quem gosta de pescar”. “Morando em Mongaguá há um ano (vivia em São Paulo). Quando tenho um tempo livre venho para a Arquibancada. Chego às 6h e fico até as 20h. Já pesquei robalo, parati, bicuda, bagre e até tainha. Às vezes, não pesco nada, mas sempre tem alguém, que teve mais sorte, para oferecer um peixinho”, comenta Levir Soares de Matos, 55 anos.

O Centro de Mongaguá tem também lojas que vendem equipamentos para a pesca. É o caso do Magazine Yamamoto, que oferece varas, anzóis, chumbada e outros objetos.

A pesca artesanal em Mongaguá tem papel fundamental na economia e na identidade sócio-cultural da Cidade. Segundo o coordenador do Programa de Monitoramento da Pesca no Estado, Antonio Olinto Ávila da Silva, o setor gera a captura de cerca de 70 a 80 toneladas de pescado por ano e renda de, aproximadamente, R$ 900 mil por ano.

“A pesca artesanal em Mongaguá é de uma importância fundamental. É uma arte que requer muita técnica e que é passada de pai para filho”, observa, destacando que a região de Mongaguá é rica na produção de pescada-foguete, betara e corvina. Mas também tem robalo e outras espécies.

Programação

10 horas 

Entrega de títulos de propriedade (Jardim Primavera).

13 horas 

Festival de Manobras de Skate, no Skate Park Central, Rua Marina, 10.

17h30 

Apresentação da Fanfarra Municipal, na Praça Fernando Arens, Centro.

19 horas 

Missa de Ação de Graças, na Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida.

20 horas 

Apresentação da Oficina de Teclado, no Centro Cultural Raul Cortez, Avenida São Paulo, 3.465.

Veja a programação completa no site da Prefeitura: www.mongagua.sp.gov.br

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