Moradores de Maresias querem saída para problema de saneamento

Integrantes de associações apontam problemas e pedem solução à Sabesp

04/03/2018 - 12:14 - Atualizado em 04/03/2018 - 12:44

Atualmente, a Sabesp atende a São Sebastião através da ETA Porto Novo (Foto: Divulgação)

A luta já dura mais de 25 anos, sem sucesso. Integrantes de associações da Praia de Maresias, em São Sebastião, no Litoral Norte, se perguntam se um dia a localidade terá saneamento básico. A falta de coleta e tratamento de esgoto já resulta em graves problemas, como a bandeira vermelha – que significa poluição no mar.

Algumas casas e estabelecimentos comerciais desse bairro, que possui uma das praias mais conhecidas e frequentadas do Litoral Norte, têm um tratamento paliativo individual, com fossas, mas que não adiantam muita coisa.

“Já fizemos passeatas, protesto, abaixo-assinado, entregamos ofício diretamente ao governador (Geraldo Alckmin, PSDB) há cerca de oito anos. Ele tinha prometido a verba para saneamento, mas depois falou que a prioridade era outra. E ficamos sem nada”, explica a vice-presidente da Associação de Amigos da Praia de Maresias (Somar), Dirceia Arruda de Oliveira, de 80 anos.

Para ela, a solução do problema já demorou demais. “O cheiro é terrível de esgoto, pessoas compram casas novas e nem fossas fazem, vai tudo por valas. Agora o prefeito (de São Sebastião) falou em fazer um trabalho conjunto com os prefeitos de outras cidades do Litoral Norte”, diz Dirceia, que mora em Maresias há quase 40 anos.

Reunião

A nova tentativa de resolver essa situação será dia 21 de março, às 16 horas, quando acontecerá uma reunião da Somar com a Prefeitura de São Sebastião, Sabesp, Cetesb e Ministério Público. O encontro será no auditório da Pousada Tambayba (Rua Sebastião Romão César, 658). Além da Somar, estão confirmadas presenças de integrantes Associação de Amigos do Canto do Moreira (AACM), Associação de Pousadas e Hotéis de Maresias (APHM) e Associação de Surfe de Maresias (ASM).

“Eu espero que as pessoas entendam o objetivo da reunião. Não é para fazer politicagem, é procurar uma saída. Se o Governo do Estado não quer fazer e a Prefeitura não tem dinheiro, como podemos fazer? Qual a solução? Precisamos fazer alguma coisa”, diz Dirceia.

O presidente da Somar, Eliseu Pires Arantes, quer que a reunião termine com um compromisso formal da Prefeitura com relação a contratação a empresa responsável pelo saneamento. “Isso vem se arrastando por várias gestões. Sempre deixam para o próximo ano. Em 2015 chegamos mais próximos, era perto de R$ 24 milhões o investimento que seria feito pela Sabesp, mas não ocorreu”.

A Tribuna tentou contato com a Prefeitura de São Sebastião, mas não houve retorno.

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