Tri da Libertadores com o Santos, Adriano busca nova chance em time grande

Depois de sofrer com várias lesões, jogador assinou com o Santo André

13/01/2018 - 16:46 - Atualizado em 13/01/2018 - 17:10

Ele marcou o seu nome na história do Santos como tricampeão da Libertadores, em 2011, e agora está de volta ao futebol paulista. No Estadual mais badalado do País, o volante Adriano, de 30 anos, chega para mostrar serviço no Santo André e conquistar uma nova chance em um grande clube brasileiro. 

Nascido em São Vicente, onde começou a carreira, Adriano chegou ao Santos em 2006. Lançado no profissional pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, o volante deixou a Vila Belmiro em 2013. No Alvinegro foram cinco voltas olímpicas: três no Paulistão (2007, 2011 e 2012), uma na Libertadores de 2011 e uma Recopa de 2012.

Relembrando a conquista da Libertadores, Adriano falou para A Tribuna sobre o jogo que mais o marcou na campanha. O triunfo sobre o Cerro Porteño em Assunção, no Paraguai, por 2 a 1, na quinta rodada da 1ª fase, em 14 de abril de 2011. Naquela noite, o time jogou sem Neymar, Elano e Zé Love, expulsos na rodada anterior, na Vila, na vitória sobre o Colo Colo, do Chile, por 3 a 2. 

“Tínhamos que ganhar, e quando saímos do Brasil todo mundo dava como certa a nossa eliminação. Ganhamos e foi uma passagem marcante para a arrancada na Libertadores. Tive o privilégio de fazer parte daquele grupo, entramos para a história”, recorda. 

Fora do Mundial 

No mesmo ano do tri da América, Adriano sofreu uma fratura no tornozelo direito, que o afastou dos gramados por três meses e o tirou do Mundial de Clubes, em dezembro de 2011, no Japão. A ausência do volante, conhecido por ser um implacável marcador, foi apontada por muitos santistas como um dos fatores para a goleada por 4 a 0 na final, diante do Barcelona. Seria Adriano capaz de anular o craque Lionel Messi?

“Fico feliz pelos elogios dos torcedores, mas com certeza quem jogou no meu lugar deu o melhor. Procuro enaltecer meus colegas que estiveram lá e lutaram até o fim. Messi é um fora de série, teria muita dificuldade para marcá-lo”, garante. 

Após sete anos no Alvinegro, Adriano foi para o Grêmio, em 2013. Mas, apesar de jogar em uma equipe de tradição, ao lado de velhos conhecidos, como Elano, Zé Roberto e Marquinhos, ele sofreu com várias lesões. E deixou Porto Alegre em 2015, sem título na bagagem. 

De lá para cá, ele defendeu o Avaí e o Novorizontino, para onde levou o irmão mais novo, Jackson Vinicius, também volante, que atua no sub-20. Em 2017, no CRB, Adriano voltou a erguer uma taça, de campeão alagoano, e foi eleito o melhor volante do torneio, o que o ajudou a trazê-lo de volta à elite paulista. 

Mantendo as raízes na Baixada, já que a família mora em São Vicente e ele em Santos com a esposa Fernanda e as filhas Vitória, 4, e Clara, 3, Adriano mira um boa campanha pelo Santo André para voltar a um time de ponta. Quem sabe, até, ao Santos. 

“Quero me destacar e voltar para um time grande, tenho capacidade para isso. Por ter feito uma história grande aí (em Santos), a vontade sempre bate. Tenho certeza de que Deus vai reservar o melhor para mim”.

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