Portuguesa Santista completa 100 anos de muitas histórias

Ex-dirigente e torcedor, Joaquim da Rocha Brites, de 96 anos, relembra de momentos marcantes

20/11/2017 - 10:27 - Atualizado em 20/11/2017 - 10:27

No Monte Serrat, bandeira da Portuguesa Santista ganha destaque nesta segunda (Carlos Nogueira/AT)

A Portuguesa Santista completa hoje 100 anos de fundação. Para chegar tão longe, o clube contou com a dedicação de figuras como Joaquim da Rocha Brites, cuja história de vida se confunde com a do clube.

Brites foi presidente da Briosa em três ocasiões
(Foto: Carlos Nogueira/AT)

Se ser presidente de um clube é para poucos, Brites não fez por menos: assumiu a Briosa em três ocasiões (1965-1967, 1979-1982 e 1988-1990), sempre enfrentando as dificuldades pelas quais os clubes considerados pequenos passam. “Por esse motivo, acredito que a Portuguesa deve cada vez mais ampliar e valorizar os outros esportes”, sugere o ex-dirigente.

Não bastasse isso, o dirigente possui em sua carteira de identidade a comprovação de que sua trajetória é praticamente unida à Portuguesa Santista. Em 12 de janeiro do próximo ano, Joaquim da Rocha Brites fará 96 anos, enquanto a agremiação rubro-verde completa seu centenário hoje. Como associado, está desde 1947 nos quadros do clube.

Momento duplo

Pelos olhos do veterano dirigente, passaram craques das mais diferentes estirpes. Se a habilidade dos jogadores variou, o comportamento das torcidas adversárias também. Os problemas enfrentados pela Briosa no jogo do acesso de 1964, diante da Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, acabam sintetizando para Brites o que houve de pior nesse aspecto.

“Se não me engano, foi em 7 de março de 1965”, disse, antes de relembrar aquela história e provando que a memória está afiada, pois o campeonato terminou no ano seguinte. “Fomos tratados pessimamente mal. Saímos depois das 21 horas. Ficamos presos no vestiário junto com a equipe”.

A Portuguesa Santista venceu por 1 a 0, com gol de Samarone, teve pedras para todos os lados e gostos. O curioso é que, ao ser perguntado sobre um momento alegre no clube, disse que era aquele também. “Foi triste e feliz ao mesmo tempo porque subimos”. O triunfo valeu o acesso, pois só o campeão subiria e os ponte-pretanos tinham festa preparada antecipadamente. A reação, então, teve atos de selvageria.

Naquela época, Joaquim da Rocha Brites, aos 43 anos, era diretor de esportes da Briosa. E no mesmo ano (1965) tornou-se mandatário pela primeira vez. “O Antônio Coelho (que o antecedeu) tinha um laticínio e não tinha tempo para ir a São Paulo resolver assuntos ligados ao clube. Como eu tinha mais tempo disponível, era eu quem ia e por essa falta de tempo dele acabei virando presidente”, relembra.

Ativo

Apesar da idade, Brites ainda faz viagens longas ao exterior, como a recente de 30 dias na Espanha, misturando passeio e trabalho, de acordo com ele. “Não frequento mais tanto o clube. Sair à noite não dá mais. Só em ocasiões especiais. Afinal, estou velhinho...”, comenta. No entanto, o dirigente segue em forma. Assim como o clube de seu coração.

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