Morre em Santos, aos 88 anos, o ex-pugilista Lúcio Grottone

Em 1951 ele foi prata nos Jogos Panamericanos; no ano seguinte, na Olimpíada de Helsinque, 4º. lugar

20/03/2017 - 21:22 - Atualizado em 20/03/2017 - 21:30

Ano passado, emoção ao carregar a tocha olímpica

(Foto: Irandy Ribas/A Tribuna)

Visualmente o boxe é um esporte bruto. Lúcio Grottone, morto na madrugada desta segunda-feira (20), aos 88 anos, era exatamente o inverso. 

A doçura combinava, sim, com o sucesso na modalidade como campeão paulista e brasileiro, bi sul-americano, prata nos Jogos Panamericanos de 1951, em Buenos Aires, e o quarto lugar na Olimpíada de Helsinque, no ano seguinte.

“É até bom para derrubar mitos. Embora ele tenha praticado um esporte de contato físico intenso, a agressividade nunca foi característica dele”, conta o neto Caio.

“Ele gostava de alegrar as pessoas”, emenda Naira Aparecida, mãe de Caio e filha de Grottone. Ele foi velado e cremado na Memorial Necrópole Ecumênica.

Depois de bate-papo com o filho, também Lúcio, disse que iria descansar. Durante o sono, veio um refluxo e o vômito, em espécie de reação do corpo. Não tinha mais pulsação. “Um dos rins dava sinais de problema grande. Ele ia começar a fazer diálise. Ficou internado cinco dias para fazer um exame. Por ser delicado, tinha que tomar contraste e isso prejudicava os rins. Ele teve alta, mas infelizmente já estava muito fraco”, detalha Naira.

Grottone participou do revezamento da tocha em Santos para os Jogos Panamericanos de 2007 e a Olimpíada de 2016. E com alegria intensa, apesar da mais recente ser na cadeira de rodas, por problemas de cartilagem nos joelhos. “Viva a felicidade”, gritou, quando recebeu a chama no ano passado. É isso que ele foi: um homem feliz.

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