Jogadores reconhecem desconfiança da torcida após pior público

Dos três piores públicos do estádio, dois foram em jogos ocorridos neste ano

16/02/2017 - 08:44 - Atualizado em 16/02/2017 - 08:58
Arena Corinthians recebeu 11.708 torcedores
(Foto: Arquivo)

Um fato chamou mais a atenção na vitória do Corinthians sobre o Novorizontino do que o triunfo por 1 a 0. Apenas 11.708 torcedores foram até a Arena Corinthians para acompanhar a partida e o número é o pior público da história do estádio. Os jogadores corintianos sentiram que perderam a confiança do torcedor e acreditam ter a fórmula para voltar a ver a casa alvinegra lotada. 

"A gente sabe que o torcedor está machucado e desconfiado, mas a gente tem trabalhado bastante para que as coisas aconteçam dentro do jogo. A gente sabe que eles querem vitórias e que a gente ganhe bem, mas às vezes as coisas não acontecem como a gente quer. Temos, então, que trabalhar mais e mais", disse o volante Fellipe Bastos.

O técnico Fábio Carille, tão acostumado a ver a arena lotada, quando era auxiliar, concorda com o distanciamento do torcedor e espera mudar as coisas em breve. "Tenho certeza que vão passar os jogos e, tendo um melhor conjunto, o torcedor vai voltar e a gente tem que trabalhar para fazer o torcedor comparecer em maior número. A gente tem chegado cedo e saído tarde, trabalhando muito. Não vejo outro caminho para mudar isso", analisou o comandante corintiano. 

Dos três piores públicos do estádio, dois foram em jogos ocorridos neste ano. Além do confronto com o Novorizontino (11.708 pagantes), o terceiro pior foi diante do Santo André (18.046 pagantes). Antes da partida desta quarta-feira (15), a partida com menor público na casa alvinegra tinha sido contra o Atlético-MG, dia 10 de maio do ano passado, quando 17.135 pessoas foram ao jogo. 

"A verdade é que o termômetro do torcedor são os jogadores. Quando a gente começar a jogar bem, tenho certeza que eles vão voltar a lotar o estádio. Temos que voltar a jogar bem para ter o apoio da torcida", resumiu o atacante Jô.

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