Destaque em campo, Rodrygo se desculpa por faltar na escola

Professores gostaram da lembrança do atleta, após o jogo pela Libertadores, e elogiaram o estudante

17/03/2018 - 14:30 - Atualizado em 17/03/2018 - 14:31

Na quinta-feira (15), depois marcar o segundo gol do Santos na vitória por 3 a 1 sobre o Nacional, pela Libertadores, Rodrygo pediu desculpas, em tom de brincadeira, por não ter ido à aula. Nesta sexta (16), ele precisou faltar novamente, porque já está concentrado para o jogo de domingo (17), em Ribeirão Preto, contra o Botafogo, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. Os professores juram que entendem e vibram com o sucesso do garoto.

“Eu achei demais, porque na primeira entrevista ele já lembrou da gente”, disse o professor de Matemática Edson Nogueira da Luz. 

Rodrygo, de 17 anos, tem sido bastante utilizado pelo técnico Jair Ventura (Foto: AFP)

Após a partida, no Pacaembu, Rodrygo brincou com os docentes. O bom-humor continuou no Twitter. “Desculpa professores, faltei na escola por um motivo bom”, escreveu. 

Rodrygo tem 17 anos e cursa o terceiro ano do Ensino Médio na escola estadual Azevedo Júnior, no bairro da Vila Belmiro, a poucos metros do estádio. Outros meninos das categorias de base do Santos também estão na sala dele. 

Em fevereiro, no início do ano letivo, o próprio Rodrygo tratou de postar uma foto em sala de aula, ao lado da turma.

“Ele é super de boa, bom aluno, tranquilo. A turma toda dele é muito boa. Os alunos são atenciosos”, elogia a professora de Português Ana Paula Alves da Silva, que também está feliz por ser lembrada.

Obrigatório

Frequentar o colégio e ter bom desempenho nas notas é obrigatório no Santos. Uma lei estadual obriga os clubes a acompanharem seus atletas menores de idade. Se isso não acontecer, eles não podem disputar as competições oficiais.

Quem joga no Santos frequenta, além do Azevedo Júnior, o Primo Ferreira, ambos colégios públicos e que aceitam se adequar às necessidades dos meninos e das Sereias da Vila.

“É claro que a gente tem flexibilidade de trabalhos, de reposição, de recuperação, uma prova que pedem para marcar outro dia. É assim que funciona”, explica Ana Paula.

Os funcionários do Santos que cuidam do assunto, muitas vezes, entram em contato com os professores e passam na escola para pegar lições e trabalhos e levar para os atletas. 

Muitos jogadores que fazem sucesso hoje em dia passaram por esses colégios. “O Thiago Maia foi meu aluno. Hoje ele está na França”, diz a professora Marisa Vidal, de Inglês.

Apesar do orgulho, todos garantem que puxam a orelha quando preciso. “Falei para eles maneirarem nas faltas de sexta, né”, diz Ana Paula. 

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