Briosa lança o filme de seu centenário de existência

Produção mostra na telona a história da Portuguesa Santista por meio de depoimentos de ex-jogadores, jornalistas e torcedores

07/11/2017 - 22:06 - Atualizado em 07/11/2017 - 22:40

Cem anos de história contados em 89 minutos. É assim que o filme “A Mais Briosa - Um Amor 100 Divisão”, que teve pré-estreia para a imprensa e convidados nesta terça-feira (7) à noite, no Cine Roxy 5, em Santos, conta a trajetória da Portuguesa Santista. 

Dirigida por Guilherme Bernardo, a obra que celebra o centenário da Briosa, a ser comemorado no próximo dia 20, narra a história do clube por meio de depoimentos de ex-jogadores, jornalistas e torcedores. 

Torcedores compareceram ao Cine Roxy e demonstraram seu amor ao clube (Foto: Vanessa Rodrigues/A Tribuna)

“Paralelo aos depoimentos, a gente foi fazendo o roteiro da parte de ficção, que nada mais é do que a linha narrativa pra conduzir a história. Foram 26 depoimentos e quase 50 horas de material”, conta Guilherme Bernardo. 

Na ficção que costura a história a ser contada, o avô, um barbeiro português, recebe o seu neto, que vem visitá-lo em Santos, em sua barbearia. Ao conhecer o local, decorado com fotos, flâmulas e objetos relacionados à Briosa, este fica curioso para conhecer o clube pelo qual o avô é apaixonado. 

A partir daí, o neto vai se inteirando sobre os personagens que marcaram o seu nome na história do clube. Como o ex-volante Jovenil, que defendeu o clube durante mais de dez anos, na década de 1970. 

“A Portuguesa praticamente me deixou conviver com a felicidade, me ajudou bastante. Casei, tenho o meu filho que me acompanha. Se não fosse a Portuguesa, eu nunca viajaria de avião”, disse o ex-jogador, presente à sessão. 

O ex-atacante Pepe, que marcou época no Santos, também está na galeria dos grandes heróis da Briosa. Como técnico, comandou o time na memorável campanha no Campeonato Paulista de 2003, quando a equipe terminou na terceira colocação. 

“Conseguimos um terceiro lugar histórico, formamos uma equipe coesa. Fiz questão de vir, comparecer com a minha esposa, a Portuguesa e a Cidade estão de parabéns”, disse o Canhão da Vila, que compareceu ao cinema apesar do braço imobilizado, após fraturar a clavícula. 

Fanáticos 

A sessão no Roxy também contou com a presença dos ex-presidentes do clube, Lupércio Conde e José Ciaglia, o atual Émerson Coelho, além de muitos torcedores “comuns” e membros da torcida organizada. 

De tão fanático pela Briosa, o empresário Márcio Lopes Dias, de 31 anos, também virou personagem do filme. Relembrou, entre lágrimas, algumas passagens inesquecíveis da equipe de Ulrico Mursa. 

“Eu não sei o porquê. É um amor, uma paixão, que eu não sei explicar. Vem de geração, da minha família, desde o meu bisavô, avô, meu pai, tanto que eles vão estar aqui hoje. Meu pai, meu avô e minha avó”, disse Dias, orgulhoso. 

Para o fiel torcedor, sócio do clube desde que tinha dois anos de idade, a vitória sobre o Santos por 2 a 0 em 2003, no Ulrico Mursa, pelo Paulistão, foi um dos momentos mais importantes do clube. Que poderia, segundo ele, não ter ficado apenas com o terceiro lugar no Estadual. 

“A gente estava ganhando do São Paulo por 1 a 0 e aquela juíza, Silvia Regina, deu dois pênaltis pro São Paulo, porque a Portuguesa não poderia ganhar do São Paulo no Morumbi. E mesmo assim o goleiro pegou. O Kaká fez um gol de mão e o jogo terminou 1 a 1. Não era pra ter perdido depois pro São Paulo por 5 a 0, teve alguma coisa errada, tanto que os melhores jogadores foram parar no São Paulo depois, o Rico, o Souza e o Adriano”. 

Outras sessões

“A Mais Briosa – Um Amor Sem Divisão” terá exibições este mês no Museu de Imagem e Som de Santos (MISS). No dia 21, às 19 horas; no dia 23, às 15 horas; no dia 24, às 19 horas, e no dia 25, às 18 horas. O MISS fica na Avenida Senador Pinheiro Machado, 48, na Vila Matias, em Santos.

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