Alemão John Degenkolb vence nona etapa da Volta da França

O ciclista saiu-se melhor, mas quem teve mais motivos para comemorar foi o belga Greg Van Avermaet

15/07/2018 - 13:15 - Atualizado em 15/07/2018 - 13:29

O ciclista alemão comemora resultado com equipe e fotógrafos (Foto: Jeff Pachoud/AFP)

O alemão John Degenkolb venceu neste domingo (15) a nona etapa da Volta da França, mas quem teve mais motivos para comemorar foi o belga Greg Van Avermaet. Ao terminar na segunda colocação, ele manteve a camiseta amarela pelo sexto dia consecutivo e ainda abriu 43 segundos de vantagem para o vice-líder, o britânico Geraint Thomas.

A disputa aconteceu entre as cidades de Arras e Roubaix em um trajeto de 156,5 quilômetros, boa parte dele em estrada de cascalho. O belga Yves Lampaert completou o pódio. Degenkolb venceu com o tempo de 3h24min26 e chegou praticamente junto com os outros dois competidores.

A quarta colocação ficou com o belga Yves Lampaert, que ocupa o terceiro lugar na classificação geral a 44 segundos de Avermaet. O eslovaco Peter Sagan, que já venceu duas etapas, terminou em quinto lugar e continua dono da camiseta verde, entregue ao ciclista que tem mais pontos.

Sagan foi a 299 pontos e abriu distância para o colombiano Fernando Gaviria, que tem 218. Gaviria terminou em 13º lugar neste domingo. Por conta das irregularidades da região, a etapa foi marcada por diversos acidentes. O tetracampeão da Volta da França, o britânico Chris Froome, caiu quando faltavam 45 quilômetros para o final. Ele recebeu a ajuda de um torcedor para se levantar e ainda conseguiu se manter no pelotão da frente, fechando a disputa na 22ª colocação, a 27 segundos do primeiro colocado. 

O australiano Richard Porte caiu faltando dez quilômetros para o final e precisou abandonar a disputa com suspeita de lesão no ombro direito. A nona etapa também teve o choque entre o colombiano Rigoberto Urán, que foi vice-campeão no ano passado, e o espanhol Mikel Landa. O primeiro terminou em 59º e o outro em 35º.

Antes disso, nos cem quilômetros iniciais, os pedregulhos da pavimentação já em Roubaix quebraram a bicicleta de Romain Bardet, que ainda voltou para a prova e terminou em 36º. Também furou um pneu do belga Tom Dumooulin, que já venceu uma etapa nesta temporada e terminou a disputa deste domingo em 19º lugar.

A Volta da França terá seu primeiro dia de descanso nesta segunda-feira. Os ciclistas voltam para a disputa na terça-feira no trajeto entre as cidades de Annecy e Le Grand-Bornand, em traçado montanhoso de 158,5 quilômetros no total.

Djokovic, então, virara incógnita em cada torneio que participava devido ao processo de recuperação física e técnica. Seu melhor resultado vinha sendo as quartas de final em Roland Garros, quando caiu diante do então desconhecido italiano Marco Cecchinato. E foi na grama que o sérvio "acertou o passo". Foi vice-campeão em Queen's e agora volta a brilhar na grama mais famosa de Londres.

Foi o seu quarto troféu em Wimbledon - os outros foram em 2015, 2014 e 2011 -, sendo o 13º em Grand Slams. Na lista dos maiores campeões, o sérvio está atrás do norte-americano Pete Sampras, dono de 14 conquistas, do espanhol Rafael Nadal (17) e do suíço Roger Federer (20). 

Com a nova conquista, Djokovic também garantiu uma boa subida no ranking da ATP. Ele deixará o 21º posto para retornar ao Top 10 na atualização desta segunda-feira. Mesmo vice, Anderson também ganhará posições. Trocará o 8º pelo 5º posto.

O jogo 
Ambos os finalistas chegaram cansados para a final, em razão da sequência dura de jogos nas quartas de final e na semifinal. Djokovic esteve em quadra por 7h50min, sendo que o seu duelo contra o espanhol Rafael Nadal começou na sexta e só terminou no sábado, véspera da final, algo incomum nos Grand Slams. Ou seja, teve pouco mais de 12 horas de descanso para a decisão.

Anderson não jogou no sábado. Em compensação, esteve em quadra por 6h36min na sexta, contra o norte-americano John Isner. Foi o segundo jogo mais longo da história de Wimbledon e o quarto de todos os tempos (incluindo os duelos de duplas). No total, entre as quartas contra o suíço Roger Federer e a semifinal foram 10h50min em apenas duas partidas.

O cansaço, porém, não deu o tom do jogo no começo. A primeira final de Wimbledon na Era Aberta com dois trintões em quadra teve um início favorável a Djokovic, de 31 anos, graças à inexperiência de Anderson, de 32. Exibindo nervosismo, o sul-africano cometeu erros bobos e perdeu o saque logo no primeiro game da partida - foram 32 erros não forçados em toda a partida, contra 13.

O sérvio aproveitou o momento favorável e impôs seu jogo com facilidade. Ele levava vantagem constante sobre o adversário ao explorar os slices para deixar a bola o mais baixo possível, dificultando ataques e contragolpes do rival. Assim, Djokovic obteve nova quebra no quinto game e abriu 4/1. Sem enfrentar maior resistência do sul-africano, o ex-número 1 do mundo fechou o set inicial em apenas 29 minutos. 

A segunda parcial do jogo teve início semelhante. Novamente Anderson hesitou ao sacar e perdeu o saque no game de abertura do set. E, também como aconteceu na primeira parcial, o sérvio quebrou de novo no quinto game antes de sacramentar o set.

O terceiro set foi o mais equilibrado da partida. Sem quebras de saque, o duelo foi parelho, com ligeira superioridade de Anderson. O sul-africano teve quatro set points, todos no saque de Djokovic, mas desperdiçou suas oportunidades. Mesmo oscilando no serviço (foram três duplas faltas no mesmo game), o sérvio levou o duelo para o tie-break, quando se impôs em seu segundo match point e confirmou o favoritismo.

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