Votos de Vicente de Carvalho foram decisivos em eleição de Guarujá

Para cientista político, maior interesse em votar também favoreceu Válter Suman

31/10/2016 - 08:02 - Atualizado em 31/10/2016 - 08:16

Suman foi eleito com quase 80 mil votos
(Foto: Nirley Sena)

Os votos da população do Distrito de Vicente de Carvalho e o maior interesse da população em sair de casa para votar em um dos candidatos foram determinantes para a vitória de Válter Suman (PSB) na disputa pela Prefeitura de Guarujá.

Essa é a avaliação do cientista político Alcindo Gonçalves, coordenador do Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT), Os números do segundo turno apontam que o total de votos brancos e nulos caiu 40,46% em comparação ao do primeiro – de 30.012 para 17.869.

“Eu acho que a maior parte desses votos acabou migrando para o Suman, que conseguiu mais do que dobrar a votação em relação ao primeiro turno”, afirma. 




Gonçalves cita que a pesquisa realizada pelo IPAT, na última semana, apontava que a disputa seria muito acirrada, apesar da ligeira vantagem de Haifa. Para ele, o fato de a imagem dela estar muito atrelada a do marido, o ex-prefeito Farid Madi (PPS), pode ter pesado nessa reta final. “O Suman foi novo nessa disputa, e esse fator fez a diferença em vários municípios, embora a Haifa tenha perdido por poucos votos”.

O levantamento do IPAT já havia apontado que a menor distância entre os candidatos a chefe do Executivo seria em Vicente de Carvalho, decisivo na vitória do socialista. 

Metropolização

Gonçalves acredita que a vitória de Suman consolida a hegemonia do grupo político liderado pelo PSDB na Baixada Santista. Dos nove chefes do Executivos eleitos no pleito deste ano, sete são tucanos.

Além disso, dois têm forte ligação com o vice-governador Márcio França (PSB): Suman, por ser da sigla, e Pedro Gouvêa (PMDB), que tem vice tucano (Professora Lurdinha) e é cunhado de França.

“Acredito que o cenário nunca foi tão propício para avançarmos na metropolização por conta da identidade político-partidária. Todos os prefeitos estão alinhados ao Governo do Estado”, afirma.

Em contrapartida, “a maioria dos prefeitos fez uma grande base aliada nas câmaras. Haverá pouco espaço para a oposição na região, o que enfraquece o debate político e as críticas, que são saudáveis para ocorrerem avanços”.
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