Skaf quer fomentar ampliação do Polo Industrial de Cubatão e elevar receitas regionais

Candidato ao governo de São Paulo foi o quinto e último entrevistado da série de entrevistas do Jornal da Tribuna

03/09/2018 - 18:13 - Atualizado em 03/09/2018 - 18:23

Empresário paulistano visitou o Porto de Santos nesta segunda-feira (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Fomentar a ampliação do Polo Industrial de Cubatão, resolver os gargalos de acesso ao cais santista e tirar da gaveta o projeto de ligação seca entre Santos e Guarujá na Ponta da Praia. Essas são as principais bandeiras do candidato pelo MDB ao governo do Estado, Paulo Skaf, à retomada do emprego com carteira assinada e também para elevar as receitas regionais. 

Ele defende ainda ampliar a sensação de segurança pública e revitalizar armazéns abandonados do Porto como fomento ao turismo local. O empresário paulistano e presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foi a quinta e última entrevista do Jornal da Tribuna, desta segunda-feira (3), na série com os mais bem colocados candidatos ao governo do Estado nas pesquisas eleitores. 

Skaf, que chega à terceira disputa ao Executivo paulista, pretende diversificar o ramo de atividades do polo cubatense, ainda concentrada na indústria de base (matéria-prima). “O que falta em Cubatão são mais empresas, mais emprego e, isso eu trarei”. Ele defende a instalação de empresas de transformação (novos produtos) a fim de aumentar o valor agregado (custo com o processo produtivo) da produção regional. 

O candidato acredita serem necessários dois acessos rodoviários entre Santos e Guarujá. Skaf indica que a ponte ligando a Via Anchieta e a Rodovia Cônego Domenico Rangoni (que será feita pela Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes) serviria apenas para o escoamento de carga. “Ela atenderia 10% de quem usa a Ponta da Praia (balsas) e não resolveria a mobilidade”. 

O candidato planeja construir um túnel próximo do atual ponto de travessia por balsas. Com custo estimado em R$ 2 bilhões, o equipamento teria cerca de 500 metros e acessos para pedestres, bicicletas, veículos de passeio e uma linha de VLT. “Que precisa chegar até o Guarujá”, diz. 

Para o modal, Skaf defende levá-lo até Praia Grande. “Até Peruíbe, um trem de média velocidade”. Ele acredita que a Baixada Santista deva se consolidar como opção de turismo nacional. Para isso, é preciso reestruturação das polícias Civil e Militar para garantir segurança aos visitantes. 

O candidato planeja revitalizar áreas portuárias degradadas e transformar num centro de negócios e de turismo. 

E projeta adotar o padrão de ensino do sistema S (Senai, Senac e Sesi) na rede de ensino paulista. Entretanto, Skaf sustenta não ter planos para reerguer a antiga unidade na Ponta da Praia. “Aquele terreno tem um valor muito elevado (…) tanto para o Senai como para Santos, talvez, fazermos uma escola lá não seja a melhor opção”. 

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