Professora Lisete quer construir universidade pública no Vale do Ribeira

Proposta foi apresentada pela candidata ao governo de SP, em entrevista à TV Tribuna

28/08/2018 - 19:04 - Atualizado em 28/08/2018 - 19:13

Lisete é a única candidata mulher na corrida pelo governo do Estado (Foto: Luigi Bongiovanni/AT)

Valorizar educadores, inaugurar uma nova universidade pública presencial no Vale do Ribeira e defender as mulheres são as principais bandeiras da candidata ao governo do Estado de São Paulo pelo PSOL, Lisete Arelaro. A pleiteante ao Palácio dos Bandeirantes foi a segunda entrevistada do Jornal da Tribuna 1ª Edição, nesta terça-feira (28), que ouvirá em série, os cinco mais bem colocados candidatos ao governo estadual.

Segundo ela, em geral, os economistas quando discutem a situação da Educação no Brasil não admitem que, principalmente em São Paulo, professores ganham 40% menos do que ganhariam em qualquer outra profissão, com a mesma titulação acadêmica. 

Por isso, equalizar a situação é um dos objetivos da candidata, que é professora universitária. “Pretendemos, de forma sistemática, corrigir essa situação”, afirmou ela, garantindo que há dinheiro para isso. “Um problema que o Estado de São Paulo não tem neste momento é de falta de dinheiro”.

Sobre as universidades públicas – hoje são cinco Campus existentes na Baixada Santista – a professora alerta que antes de se pensar em ampliar quantidade é preciso estudar a viabilidade. Já no Vale do Ribeira, que só conta com um curso de Ensino à Distância (EAD), a situação é diferente. “Primeiro temos que entender quais as condições de funcionamento e possibilidade de ampliação daquilo que a gente já tem aqui. O Vale do Ribeira merece nossa atenção. Se isso é verdade (de existir apenas uma universidade EAD), está na hora de darmos uma atenção especial”, explicou ela. 

Pelas mulheres

Única candidata mulher na corrida pelo governo estadual, ela também destaca a necessidade de se fazer algo pelas Delegacias da Mulher (DDMs), que não funcionam mais 24 horas. A proposta é de reabertura ou criação de novas unidades, além da criação de casas de acolhimento. “Se o companheiro promete matar a mulher numa sexta-feira, ela tem que esperar até segunda-feira”, diz. 

Sobre empregos, a candidata conta que recebeu o pedido de contribuição para o estímulo de criação de cooperativas de mulheres, com acesso a crédito mais fácil. “Queremos facilitar, estimular e dar assistência”, disse a candidata, sobre a criação de pequenas empresas na região da Baixada Santista.

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