Na região, primeiro turno tem 61 urnas quebradas e 22 prisões por boca de urna

Um caso inusitado também chamou a atenção em SV: uma mulher não conseguiu votar porque outra o fez em seu lugar

07/10/2018 - 17:00 - Atualizado em 07/10/2018 - 18:31

Na região, urnas eletrônicas foram substituídas em municípios da Baixada e Vale do Ribeira (Foto: Artur Faria/G1)

Sessenta e uma urnas eletrônicas que apresentaram problemas foram trocadas neste domingo (7), nas nove cidades da Baixada Santista e também no Vale do Ribeira, conforme balanço apurado pela Reportagem. Ao longo do dia, também foram registradas 22 prisões por crime eleitoral de boca de urna. Na região, mais de 1,3 milhão de eleitores estavam aptos a exercer o direito previsto na Constituição Federal. O número regional de eleitores é de 3,81% superior ao do pleito de 2014. 

Na região, Santos foi o município com maior número de ocorrências de urnas quebradas. Conforme dados da Justiça Eleitoral, ao todo foram substituídos 15 equipamentos por outros que fazem parte da reserva de contingência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar dos problemas apresentados nestes equipamentos, os votos registrados não foram perdidos e serão contabilizados normalmente, de acordo com os cartórios procurados pela Reportagem. 

Além de Santos, também foram trocados equipamentos defeituosos em Bertioga (1), Guarujá (8), São Vicente (2), Praia Grande (5), Mongaguá (10), Itanhaém (9), Peruíbe (7), Registro (3) e Sete Barras (1). 

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Estado de São Paulo foi o quarto no País em número de urnas que apresentaram problemas: 78. Os demais são Minas Gerais (252), Rio de Janeiro (123) e Pernambuco (83) e Rio Grande do Sul (54). Em termos porcentuais, as trocas foram feitas principalmente em Sergipe (0,80%), Amapá (0,66%) e Tocantins (0,57%).

Em Santos, um fiscal foi detido entregando santinhos em frente a um colégio no José Menino (Foto: Solange Freitas/G1)

Prisões 

Na Baixada Santista e Vale do Ribeira, as autoridades também registraram pelo menos doze prisões neste domingo, relacionadas ao crime de boca de urna.

Em Santos, um homem foi levado para delegacia após ter sido denunciado por suspeita de crime eleitoral. O rapaz, um dos fiscais do PSDB, estava entregando santinhos para eleitores na porta do Colégio Liceu Santista, no bairro José Menino. Na Cidade, um outro flagrante também foi registrado.  

Conforme balanço do Comando da Polícia Militar, foram registradas ainda três prisões em São Vicente, uma em Mongaguá, duas em Guarujá, duas em Praia Grande, além de duas em Sete Barras, no Vale do Ribeira. Todos foram levados aos plantões da Polícia Civil para registro da ocorrência. As demais prisões (9 em Guarujá e uma em Cananeia), ocorreram por ordem do juiz eleitoral. 

Pela legislação eleitoral, o infrator pode ser multado em até R$ 8 mil por cada ato de propaganda e cumprir pena de 6 meses a um ano.  

Em algumas seções, houve registro de fila neste domingo (Foto: Alexsander Ferraz/AT)

Outras ocorrências 

Na Baixada Santista, pelo menos duas ocorrências chamaram a atenção neste domingo de eleições. Em São Vicente, um caso inusitado aconteceu durante a votação na Escola Municipal Maria de Lurdes, no Parque São Vicente. Uma balconista de 41 anos não conseguiu votar porque uma outra mulher teria votado, sem querer no lugar dela. Sem conseguir votar, a balconista chamou a Polícia Militar e registrou um boletim de ocorrência contra o caso. 

Em Peruíbe, pela manhã, um idoso também precisou sair de ambulância depois de um acidente em frente à escola estadual Carmem Miranda, no Jardim Brasil, em Peruíbe. Ele foi derrubado, sem querer, por uma mulher que tropeçou. Mesmo sem fraturas, ele foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade por precaução.   

>> Relembre a apuração em tempo real

Em São Vicente, biometria foi adotada em algumas
seções (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Biometria 

Na Baixada Santista, o uso da biometria não foi obrigatório no pleito deste ano, mesmo para os eleitores que já tenham efetuado o cadastro. Em São Vicente, porém, o processo via identificação digital foi realizado. 

Na Cidade, quem escolheu o horário do almoço para votar no Colégio Objetivo, enfrentou longas filas devido a problemas com o novo sistema, em especial, os da seção 194, que esperaram de 40 a 50 minutos. 

A Reportagem conversou com uma mesária, que não quis se identificar, e ela informou que a demora ocorreu porque muitos eleitores ainda estão se acostumando com a nova tecnologia.  

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