Major Olímpio quer ir ao Senado para ser a 'encrenca' em nome de São Paulo

Candidato pelo PSL está bem nas pesquisas e tem propostas para a Segurança do Estado

21/09/2018 - 15:08 - Atualizado em 21/09/2018 - 15:08

Candidato a senador pelo PSL propõe rigor contra o
crime organizado (Foto: Nirley Sena/AT)

Deputado federal, Major Olímpio (PSL) defende reestruturar a Segurança Pública, unificar as polícias estaduais em um sistema nacional, mais rigor nas fronteiras brasileiras e punir rigorosamente a lavagem de dinheiro do crime organizado.

O parlamentar diz lutar pela criação de uma força-tarefa permanente, composta por agentes de segurança (polícias Civil, Militar e Federal) e membros das áreas de investigações e inteligência, Ministério Público e Receita Federal. O grupo atuaria de forma similar à Operação Lava Jato, que apura desvios de verba por políticos, mas voltada contra as finanças de traficantes de drogas ou armas.

“Enquanto não se perseguir o dinheiro do criminoso, vamos passar o rodo no chão com a torneira ligada. O Ministério Público diz que o PCC (Primeiro Comando da Capital) lucra, só com tráfico de drogas, R$ 16 milhões por mês. E isso não está enfiado numa cela. Muitos figurões da sociedade lavam dinheiro do crime organizado”, disse, em visita a A Tribuna.

Olímpio cita que o modo de esconder a origem ilícita de recursos é conhecido nos meios policiais, mas investigações não avançam por falta de provas. “O criminoso com dinheiro mantém o poder, manda de dentro do presídio. Ele compra o juiz, o promotor, o deputado. Agora, o crime organizado está financiando diversas campanhas eleitorais”.

O candidato diz trabalhar em defesa do policial, profissão que exerceu por 29 anos antes de entrar na política. Crítico da política de segurança pública paulista, o parlamentar afirma haver uma distorção nas estatísticas de criminalidade divulgadas pelo Estado.

Para Olímpio, a taxa, inferior a 10 mortos por 100 mil pessoas, é irreal. “Só aqui (Estado de São Paulo) é que latrocínio (roubo seguido de morte), confrontos com as polícias e lesão corporal seguida de morte não são contabilizados como assassinatos”.

Bem colocado nas pesquisas de intenção de votos, Olimpio declara que a bancada paulista no Senado perdeu força nos últimos anos. Para ele, isso explicaria o baixo investimento da União em São Paulo. Pelos seus cálculos, dos R$ 550 bilhões gerados de impostos no Estado, apenas R$ 50 bilhões retornam. “Vou para o Senado para ser a encrenca em nome do Estado São Paulo”.

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