Boulos quer descentralizar gestão do Porto e retomar a economia do País

Candidato à presidência esteve em série de palestras realizada na Associação Comercial de Santos

27/08/2018 - 19:38 - Atualizado em 27/08/2018 - 19:46

Apesar de contar com minoria na Câmara, se eleito, canidato aponta para o apoio popular  (Foto: Nirley Sena/AT)

Descentralizar a gestão do Porto de Santos, investir em hidrovias e iniciar uma retomada na economia, baixando juros e diminuindo a burocracia fiscal. Essa é a fórmula do candidato à presidência Guilherme Boulos (PSOL) para melhorar o País, caso ele seja eleito, em outubro. 

A explicação foi dada nesta segunda-feira (27), na Associação Comercial de Santos (ACS), que inicia uma série de palestras com os candidatos ao Planalto e ao governo do Estado de São Paulo.

Segundo o candidato, o importante em descentralizar a gestão portuária é oportunizar um processo de regionalização de gestão. “Porque não faz sentido um burocrata sentado em Brasília definir sobre questões de um lugar que ele nunca pisou”, explica ele, sobre o que passa também por uma revisão do pacto federativo – que na visão de Boulos teve uma distorção profunda.

“A União é o ente que mais arrecada e não é o que mais atua, investindo”, diz, apontando a necessidade de um movimento duplo: o de transferir parcialmente maior grau de arrecadação e autonomia financeira aos estados e municípios, atuando ainda para que a União assuma mais responsabilidades em questões fundamentais para o Pais. “A infraestrutura é uma delas”.

A opinião é fundamentada no fato de 80% do escoamento das cargas brasileiras ser feita por caminhões e 20% por trens, no País de maior potencial hidroviário do mundo. Por isso, investir em hidrovias é necessidade. Bolos sugere então dobrar os investimentos em infraestrutura, em quatro anos, modernizando ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. 

Entre outros assuntos, o candidato também comentou sobre a retomada de investimentos que o Brasil necessita. “Em 2014, a dívida pública era de 59% do PIB e agora é de 79%”, afirmou, elencando como importantes uma reforma tributária progressiva, com taxação sobre altas rendas, redução de taxas de juros, revisão nas farras de desoneração fiscal e diminuição da carga tributária. 

Sobre governabilidade, caso seja eleito tendo a minoria na Câmara, Boulos aponta para o apoio popular. “Vamos chamar a população para ser ouvida. O Brasil é maior que a praça dos Três Poderes. As grandes questões serão discutidas, debatidas e submetidas à vontade popular, com plebiscitos e referendos. Democracia não pode ser a cada quatro anos”, diz.

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