Redes sociais podem ser úteis na preparação para o Enem

Selecionar bem informação na rede é fundamental para o aluno não se complicar

09/10/2017 - 19:12 - Atualizado em 10/10/2017 - 11:25

Na tela do celular ou do computador, informações. Mas com cuidado (Foto: Shutterstock)

O uso das redes sociais, tão populares entre os jovens, pode se tornar um aliado na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, marcado para dois domingos - 5 e 12 de novembro. 

"(As redes sociais) Contribuem bastante. Há várias opções para que os alunos troquem ideias de estudo de matérias diversas, sejam no Facebook, no Instagram, no Twitter, no YouTube. No caso do Enem, há páginas específicas para isso", comenta Paulo Carvalhaes Cury, professor de Matemática dos ensinos Fundamental, Médio e de cursinho pré-vestibular do Colégio COC-Universitário Santos.

Uma das páginas citadas do Facebook é a GruPo de Estudo Enem 2017, com mais de 9 mil integrantes. Há também aulas no YouTube e aplicativos separados por disciplinas. Um deles, mas também de conteúdo voltado ao Enem, é o Inep Enem 2017. "Há vários elementos que podem ser usados em favor do aluno. Muitos da mesma classe também montam grupos de WhatsApp para trocar conteúdos do Enem", completa o professor.

Cuidados

No entanto, a utilização das redes sociais requer cuidados para que não se transforme em inimiga na hora das provas. Amarildo Diniz, professor de Geografia da Aeon Vestibulares, de Santos, alerta para a disseminação de conteúdos na rede sem qualquer base científica, diferente dos veículos tradicionais de comunicação ou de ONGs (Organizações Não-Governamentais).

"Alguns alunos não têm percepção crítica muito aguçada e entram em contato com sites da internet que, muitas vezes, são de extrema-direita ou de extrema-esquerda, com propósitos políticos e eleitorais", afirma o professor. "A internet contribui na preparação, com muito material bom, mas ele precisa selecionar bem quais as fontes que está consultando", emenda.

As fake news (notícias falsas), compartilhadas como água em redes sociais como o Facebook, também devem ser alvo da atenção dos alunos. "Imagine levar algo assim para uma resposta de uma questão dissertativa de Geografia, História ou Ciências Biológicas? Isso pode resultar na reprovação do aluno", exemplifica Diniz. "Os professores podem exercer papel de mediadores quando um assunto desse é levado para a sala de aula", emenda.

Levar bomba no Enem, por sinal, é cada vez mais um risco para o próprio futuro profissional do aluno. "À medida que os anos passam, o Enem está se tornando o vestibular brasileiro. A tendência vai ser essa, até por uma questão de economia. É caro para as universidades fazerem vestibulares. Então as pessoas estão se preocupando mais com o Enem e acabam investindo em grupos de estudo para isso", comenta Paulo Cury.

Veja Mais