Preço do arroz aumenta para o consumidor. Veja os motivos

Alta do dólar e safra menor são apontados como os responsáveis

17/07/2018 - 10:20 - Atualizado em 17/07/2018 - 10:21

Preço do arroz teve alta de 1,47% na primeira semana de julho (Foto: Alexsander Ferraz/AT)

Uma série de fatores tem feito o preço do arroz subir nas prateleiras dos supermercados, assustando o consumidor na hora da compra. Só na primeira semana deste mês, o produto teve alta de 1,47% no atacado, quase o dobro da inflação esperada para julho. Aos poucos, o percentual chega ao bolso do brasileiro.

Na prática, o que acontece é o seguinte: a alta do dólar tem alimentado o aumento das exportações do produto. Há, ainda, uma redução na safra deste ano de cerca de 5%. Sem contar o repasse do frete para o custo de produtos.

Ou seja, motivos não faltam para que o preço do arroz suba no supermercado. “Temos um estoque menor. O País tem produzido menos do que no ano passado e o preço no mercado externo está melhor por conta do dólar. Isso traz um impacto à cadeia(produtiva)”, diz o economista Hamilton de Oliveira Marques.

O presidente do Sindicato da Indústria do Arroz do Estado do Rio Grande do Sul (Sindarroz), Elio Jorge Coradini Filho, explica que, na realidade, o que está ocorrendo é uma estabilização dos preços para os produtores, que vinham sofrendo com valores baixos que não cobriram o custo de produção até o ano passado.

“Agora está estabilizando. “Pois em 2017 tivemos uma ótima safra e sobrou produto no mercado interno. O dólar não estava tão elevado e não havia pressão por demanda lá fora. Tudo mudou”.

Segundo ele, em 2017, uma saca de 50 quilos era vendida a R$ 37. Atualmente, custa R$ 41 e pode chegar a R$ 46 até o final do ano. “Os preços estão subindo e isso dá um fôlego ao produtor. Mas não chegamos a ponto de cobrir todos os custos”.

No orçamento do consumidor, no entanto, o cenário começa a ficar complicado. “A tendência e de alta nas prateleiras. O brasileiro vai sentir ainda mais o aumento e isso, claro, terá impacto na inflação”, informa o diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. 

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