Petrobras pretende reduzir dívida em 20%

Endividamento deve cair de US$ 85 bilhões para US$ 69 bilhões

10/09/2018 - 15:51 - Atualizado em 10/09/2018 - 16:06

A previsão da dívida líquida da Petrobras para este ano é de US$ 69 bilhões, montante 19% abaixo do registrado em 2017, de US$ 85 bilhões. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Ivan Monteiro, após encontro anual com investidores em São Paulo.

A dívida líquida (volume de empréstimos menos o caixa) é a quantidade de dinheiro que a empresa precisa para zerar todo o seu endividamento. 

Ele informou que o lucro líquido alcançou US$ 4,9 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor bem acima do registrado ao longo de todo o ano de 2017. Esse resultado mostra que ficaram para trás os prejuízos registrados em 2015 (US$ 8,6 bilhões) e em 2016 (4,3 bilhões), disse Ivan Monteiro.

De acordo com o presidente da estatal, a companhia tem mantido uma administração com mais transparência, em sintonia com os interesses dos investidores, adotando uma política de preços alinhada com o mercado internacional e recorrendo a estratégia de proteção como operações de hedge (*) para obter bons resultados. 

Entre os fatos para justificar esse mecanismo de proteção por meio do mercado de capitais, citou a volatilidade cambial característica desse período de eleições para a sucessão presidencial no país e adventos climáticos externos que sempre pressionam as cotações dos derivados de petróleo.

O executivo também informou que a empresa tem recebido equipes econômicas de candidatos à Presidência da República. Sem citar os nomes, revelou que a esses interlocutores têm sido repassadas dados do bom desempenho da estatal entre os quais os que vêm sendo obtidos por meio da produção do pré-sal, que atingiu uma média diária de 1,38 milhão de barris, no primeiro semestre deste ano.

(*) Um hedge mais comum consiste em fazer investimento no mesmo ativo que corrige uma dívida - por exemplo, investir em dólar ao mesmo tempo em que se tem endividamento nessa moeda. Em caso de alta, a aplicação cobre a perda com a correção da dívida. 

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