Na Argentina, juros básicos ficam em 27%; no Paraguai, 5%

Apesar da taxa mais elevada, argentinos fazem reformas e melhoram imagem

25/04/2018 - 16:01 - Atualizado em 25/04/2018 - 16:14

Macri (centro, sem óculos): presidente argentino promete queda da inflação em maio (Foto: Presidência/AFP)

Enquanto no Brasil os economistas comemoram a taxa de juros básicos mais baixa já registrada, de 6,5% ao ano, ela supera a do Paraguai, de 5,25% ao ano. Mas fica bem atrás dos 27,25% na Argentina. Coincidentemente, os bancos centrais dos dois países vizinhos definiram nesta terça-feira (24) as suas “Selics” locais.

A economia do Paraguai é pequena, inclusive se comparada a alguns estados do Brasil, mas o país avança com estabilidade – tem uma sólida produção de soja nas mãos de ricos imigrantes brasileiros e compradores chineses. Também fatura com a venda de energia de sua participação em Itaipu para os vizinhos gigantes – Brasil e Argentina. 

Segundo o BC paraguaio, os 5,25% refletem uma inflação em queda, vizinhos em recuperação e “boa dinâmica” das economias ricas e emergentes.

Governo Macri

Na Argentina, o governo recuperou a confiança do setor privado nos índices públicos, mas não conseguiu controlar a inflação, como no Brasil. 

Os argentinos passaram por desvalorizações do peso em dezembro e fevereiro e reajustes de tarifas públicas que reanimaram a inflação. Há neste momento protestos contra esses aumentos. A promessa do governo é que a inflação cairá em maio e nos meses seguintes. 

Porém, a Argentina tem boa imagem internacional, porque o presidente Mauricio Macri segue agenda de reformas. O Brasil tem indicadores bem melhores, mas continua sem ajustes estruturais, como o da Previdência. 

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