Empréstimos mais baratos são concedidos pela internet

As fintechs, financeiras com plataformas tecnológicas, são capazes de analisar o perfil de crédito do candidato

18/06/2018 - 12:17 - Atualizado em 18/06/2018 - 12:22

Comparar os juros cobrados pelas financeiras digitais é
importante antes de qualquer operação (Foto: Shutterstock)

Nos últimos anos é crescente o número de opções para a contratação de um crédito pela internet, sem a necessidade de sair de casa para isso.

As financeiras com suas plataformas tecnológicas (fintechs) são capazes de analisar o perfil de crédito do candidato e liberar o dinheiro em curtíssimo espaço de tempo. Em questão de horas, dependendo do caso. Além de oferecer em seus portais a simulação dos valores das parcelas, a partir de informação do total pretendido e do prazo para pagamento.

Geralmente, essas financeiras, por terem seus custos reduzidos pela tecnologia, também podem oferecer taxas de juros mais baixas que os bancos tradicionais. Ainda assim, vale sempre a pena fazer uma comparação dos juros cobrados entre elas.

Essa comodidade toda tem um preço, o de redobrar a atenção no que diz o contrato, na taxa de juro cobrada e de outros encargos como Imposto sobre Operação Financeiras (IOF) e eventuais taxas, que resultam no Custo Efetivo Total, o CET – a base mais adequada para efeitos comparativos.

Sandro Reiss é o presidente de uma dessas fintechs, a Geru (www.geru.com.br), que concede crédito pela internet e uma das primeiras a atuar no mercado brasileiro dentro desse modelo, em 2015. 

A empresa tem hoje 40 mil clientes ativos com empréstimos em torno de R$ 500 milhões, a maior parte (50%) solicitada para quitar dívidas mais caras como a do cheque especial e no rotativo do cartão de crédito. Segundo ele, há demanda também por parte de profissionais liberais para emprego dos recursos em seus negócios e ainda para a reforma de imóvel.

Na Geru, os financiamentos são concedidos no prazo entre 12 e 36 meses, no valor de até R$ 50 mil e com taxas que vão de 2% a 5% ao mês. E isso pelo crédito pessoal e consignado para aposentados. Geralmente o crédito do dinheiro acontece em até 24 horas, mas se a documentação estiver toda em ordem a liberação pode acontecer em até 10 minutos, depois de fechado o contrato.

Para Reiss, o custo dos financiamentos poderia ter uma queda mais expressiva se houvesse um sistema de identificação do comportamento do consumidor em prazos mais longos, de modo a diferenciar o bom do mau pagador. É preciso analisar o histórico para que uma pessoa que passou por uma dificuldade financeira momentânea não seja permanentemente penalizada com negativas de crédito.

O executivo considera a implementação do cadastro positivo um avanço, mas que deve ser aperfeiçoado para retratar com fidelidade o segmento de crédito no País. Isso porque nem todos os inadimplentes têm seus nomes negativados pelos bancos credores, o que leva o mercado a conceder um financiamento a quem já não tem condições de pagá-lo.

Outro aspecto importante é com o sigilo dos dados que o consumidor abre para as empresas de crédito. Nem sempre o candidato fica sabendo, mas o contrato permite que esses dados possam ser vendidos e compartilhados com outras empresas, resultando em um bombardeio de contatos que ele receberá depois. Por isso, segundo ele, outro cuidado deve ser o de optar por uma instituição que tenha boa reputação no mercado, seja idônea, e tenha essas precauções com o cliente.

O candidato deve desconfiar se a empresa que vai conceder o crédito pedir alguma parcela antecipada para a liberação do dinheiro. O que é contraditório, já que pede dinheiro emprestado não teria condições de atender essa exigência.

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