Campo gigante de Lula receberá plataforma da China

Unidade que era construída em Rio Grande, após irregularidades, foi concluída na Ásia

20/07/2018 - 15:40 - Atualizado em 20/07/2018 - 15:47

Plataforma, com capacidade para extrair 150 mil barris por dia, seguirá para operação (Foto: Tânia Rego/ABR)

A Petrobras anunciou a chegada na quarta-feira (17) ao Brasil de mais uma plataforma de petróleo destinada ao sistema de produção do Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos. A P-67 desatracou do estaleiro da Cooec, na cidade de Qindao, na China, em maio último.

Segundo a Petrobras, a plataforma está ancorada na Baía de Guanabara e, após o desembaraço aduaneiro e o término das inspeções, seguirá para o pré-sal da Bacia de Santos.

O sistema de produção de Lula Norte é operado pela Petrobras, que detém 65% de participação em um consórcio que tem ainda como parceiras a Shell (25%) e a Galp (10%) e está previsto para entrar em produção no final do ano.

A P-67 tem capacidade de produção de 150 mil barris de óleo por dia, de compressão e tratamento de 6 milhões de metros cúbicos diários de gás e de armazenamento de 1,6 milhão de barris. A unidade conta, ainda, com sistemas de tratamento de água produzida, de injeção de água e de remoção e reinjeção de CO2 (o CO2 é liberado na extração, prejudicando o meio ambiente, mas a reinjeção reduz o impacto).

A plataforma tem 288 metros de comprimento (na vertical, equivale a um edifício de 96 andares). 

Irregularidades e atraso

A unidade começou a ser construída no Brasil, as devido a irregularidades apontadas pela Operação Lava Jato, houve a interrupção, a ponto da conclusão ser assumida pelo estaleiro chinês Modec. A mudança gerou atrasos e perdas de faturamento para a Petrobras.

Segundo o site O Petróleo, com base em informações do jornal O Globo, o estaleiro inicialmente responsável era o gaúcho Rio Grande, da Engevix. A empresa ganhou a concorrência de oito cascos, entre eles o da P-67, mas os contratos foram suspensos. 

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