Anvisa proíbe leite condensado por conter excesso de bactérias

Empresa deverá recolher todo o produto

03/01/2018 - 15:30 - Atualizado em 03/01/2018 - 15:40

Laudo constatou presença de bactéria que pode
provocar vômitos e dor de barriga (Foto: Divulgação)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de um lote do leite condensado da marca Fazendeira após laudo detectar a presença da bactéria Estafilococos coagulase positiva acima dos padrões permitidos pela legislação. O produto é fabricado pela empresa de alimentos à base de leite Baduy e Cia Ltda., de Ituiutaba (MG).

Apesar da bactéria ser um tipo comum, sua quantidade em excesso pode provocar sérios riscos à saúde principalmente entre crianças, idosos ou pessoas que já estão doentes. Os principais sintomas de ingerir produtos que esteja com muitos desses microorganismo são: dor de barriga, vômitos e mal estar.

A empresa foi interditada preventivamente em setembro, mas como não foi apresentado contraprova à agência no prazo de 90 dias a medida foi convertida em proibição.

Confira o posicionamento da empresa:

“A qualidade e a uniformidade dos nossos produtos seguem rigorosamente os requisitos regulamentares pelo MAPA/DIPOA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento /Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal)”, dizia a empresa, informando ainda que não há registros no SAC ou em qualquer outro órgão com reclamações do produto Leite Condensado Fazendeira com data de fabricação do dia 17/01/2017 Lote 0681 M1.

A Anvisa reitera que a Baduy e Cia Ltda. não poderá mais comercializar e distribuir o produto, além de ter que recolher todo o estoque existente no mercado. A definição está na Resolução – RE n° 3415, publicada no Diário Oficial da União.

O que o consumidor deve fazer

De acordo com a Anvisa, o recomendável é que este produto não seja consumido para evitar prejuízos à saúde, especialmente em pessoas mais vulneráveis como crianças, idosos ou pessoas que já estão doentes. A Anvisa e as vigilâncias sanitárias dos estados e municípios são responsáveis pela fiscalização deste tipo de produto do ponto de vista da saúde. Caso o consumidor acredite que foi lesado e deseja ser ressarcido, ele poderá procurar um órgão de defesa do consumidor como o Procon de sua cidade

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