'Thor - Ragnarok' é entretenimento juvenil e agradável

Na trama, o herói está preso do outro lado do universo e precisa voltar a Asgard e impedir a destruição do seu mundo

26/10/2017 - 10:33 - Atualizado em 26/10/2017 - 10:50

Cate Blanchett , Chris Hemsworth e Tessa Thompson são personagens principais (Foto: Divulgação)

Será apenas impressão minha ou desta vez este novo filme da Marvel ("Thor – Ragnarok") começa a dar sinais de cansaço e de repetição? Pois se não for agora, o será muito em breve.

Parece que caiu em uma rotina e, para sair dela, optaram por continuar a política de um novo diretor a cada novo filme, todos eles praticamente desconhecidos, e sem dar muitos sinais de algum talento. 

Na trama, Thor está preso do outro lado do universo. Ele precisa correr contra o tempo para voltar a Asgard e parar Ragnarok, a destruição de seu mundo, que está nas mãos da poderosa e implacável vilã Hela.

Quem dirige "Thor – Ragnarok" é um certo Taika Waititi (ou Taika Cohen, que é neozelandês e judeu, nascido em 1975), e que também faz uma pequena aparição na história, como o personagem Korg.

Waititi tem como crédito mais famoso a direção e performance em uma série de televisão que ficou meio cult e passava no canal HBO, chamada "Flight of the Concords" que, aliás, eu achava horrível. Ele tem mais de 20 produções como diretor, mas os nomes que aparecem no Imdb (site especializado) não me lembram nada. Muito menos que tenham passado por aqui. 

Ou seja, no filme atual, a aventura padrão desta vez é movimentada e bastante divertida, até pelo esforço do elenco em fazer tudo com um discreto humor (mas nunca chega a ser uma chanchada). 

O protagonista Thor (Hemsworth) começa com um super-solo, sem  medo de ser meio clown, quando lhe sucedem o reencontro com o pai Odin (Hopkins, brincando como se fosse uma montagem teatral) e o retorno do irmão Loki (Hiddleston, que depois de já ter uma carreira variada, desta vez também vira parceiro de humor).

Cate Blanchett como a bruxa Hela
(Foto: Divulgação)

E há uma muito fotogênica aparição da incansável atriz Cate Blanchett (como Hela), que se transfigura na mais bem vestida das bruxas. 

Reza a divulgação de que foi seu filho quem insistiu para que ela aceitasse o personagem, que é relativamente curto, mas, segundo o garoto, iria ter repercussão.

Não sei se mais uma bruxa é exatamente uma boa pedida, ou repetir as brincadeiras finais nos letreiros, hoje em dia, uma praxe. Ou seja, em breve será muito bom renovar. Até porque o número de esquetes cômicas, feito pelo ator de Jeff Goldblum, é medíocre, apesar de todo o seu esforço. 

O filme que estreia aparenta justamente não ser não tão novo, e é curta demais a aparição da interessante personagem Walkyrie, feita por Tessa Thompson, que supostamente estaria masculinizada, o que não achei. Ela me fez lembrar sua presença marcante como Charlotte na série televisiva "Westerworld".

Já deu para entender que o filme é uma sucessão de gags e episódios desta vez menos marcantes. Hulk (Ruffalo) fica sumido como animação e parece ainda mais retraído do que anteriormente.

Assim como os descartáveis personagens Doctor Strange e Skurge (Urban), que poderiam ser um super papel, mas não imprimem. E apesar dos muitos fãs de Idris Elba, ele não irá muito longe. O problema não é dele, mas do filme em geral, que é juvenil e descartável, mas não desagradável.

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