Santos Jazz Festival anuncia os convocados da sua sétima edição

Izzy Gordon, Jesuton, Toninho Horta, Duofel, Robertinho Silva, Filipe Catto e B-Negão são alguns dos destaques

13/06/2018 - 09:01 - Atualizado em 13/06/2018 - 09:17

Atração do último Lollapalooza, Jesuton abre o festival com o Afrojazz e DJ Negralha (Foto: Divulgação)

Em clima de Copa do Mundo, o Santos Jazz Festival anunciou sua lista de convocados para a sétima edição, que acontece entre os dias 26 e 29 de julho, no Teatro do Sesc e no Arcos do Valongo, no Centro de Santos. A seleção inclui veteranos consagrados e músicos emergentes que vêm se destacando nos principais festivais de música pelo Brasil.

Orquestra Mundana Refugi, Izzy Gordon, Afrojazz, Jesuton, DJ Negralha, Toninho Horta, Duofel, Carlos Malta, Robertinho Silva, Filipe Catto & Adriano Grineberg e B-Negão são os primeiros confirmados. Este ano, o evento tem como tema Liberdade é o Tom, que celebra os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A expectativa é receber até 30 mil pessoas durante os quatro dias do evento.

A noite de abertura, no Sesc, dia 26 de julho, contará com uma trinca de peso: Afrojazz, Jesuton e DJ Negralha. O carioca Afrojazz, que surgiu em 2012, funde contemporâneo com clássico, passeando por Moacir Santos, Miles Davis, Guy Warren, marcando tudo com muito groove, afrobeat e batuque. 

Jesuton é uma cantora britânica que veio ao Brasil para seguir carreira cantando nas ruas do Rio de Janeiro e depois conquistando a atenção de programas de tevê. Foi escalada no último Lollapalooza, em março, quando fez um dos melhores shows do festival. DJ Negralha, convidado especial, marcou época como integrante do extinto grupo O Rappa, que encerrou as atividades no início do ano.

O show Duo + Dois coloca no palco os instrumentistas Fernando Melo e Luiz Bueno, que formam o Duofel, além do Escultor do Vento Carlos Malta e o lendário percussionista Robertinho Silva, integrante do grupo O Som Imaginário.

O repertório contempla versões de clássicos da MPB como Ponteio e Casa Forte, de Edu Lobo, Cais, de Milton Nascimento, Água de Beber, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, Tema de Viola e Roda Gigante, de Fernando Melo e Luiz Bueno, dois medleys, Emorô e Bananeira, de João Donato e Gilberto Gil, além de Consolação e Berimbau, de Baden Powell, dentre outras. 

Outro integrante da banda que iniciou suas atividades como suporte de Milton Nascimento, Toninho Horta também vem ao festival, mas com show solo.

Com mais de 20 anos de carreira, a paulistana Izzy Gordon tem em seu currículo dezenas de turnês pelo exterior, discos aclamados pela crítica, além da admiração de dois fãs notáveis: Paul McCartney e Bono Vox. Em Santos, ela cantará clássicos de Elza Soares e Nina Simone, duas cantoras que sempre se firmaram com seus posicionamentos contra o racismo, machismo e homofobia.

Nova geração
Com a proposta de ser um festival que busca reunir públicos apaixonados pelo jazz tradicional, mas também formar uma plateia nova, o Santos Jazz volta a investir em nomes emergentes. Se no ano passado, Liniker e os Caramelows foi uma das apostas, este ano é a vez do gaúcho Filipe Catto.

No palco, Catto terá a companhia do paulistano Adriano Grineberg, que vem se destacando no cenário blues nacional. Entre algumas surpresas, Catto e Grineberg fazem uma versão inusitada de Obaluaê, de Serena Assumpção, além de canções de Nina Simone, Elis Regina, Billie Holiday e canções dos primeiros álbuns do gaúcho.

A ala jovem também conta com B-Negão (Planet Hemp) e Futurafrica juntos, em um especial celebrando os dez anos do coletivo santista. A Orquestra Mundana, formada por refugiados de vários países, promete emocionar.

Entre os artistas locais, o Santos Jazz já tem escalados Jazz para Crianças com Zero Beto, Santos Street Jazz Band, Deborah Tarquínio e o Grupo de Referência do Projeto Guri de Santos.

Um dos responsáveis pelo festival, o produtor Jamir Lopes – ao lado de Denise Covas – afirma que a mescla de jovens talentos e músicos mais experientes é proposital. “O grande desafio de um festival de música de qualidade é ampliar o público e formar. O jazz tem sua origem nos guetos, depois ficou elitizado e para um público mais adulto. Nós buscamos quebrar e ampliar isso. A ideia é atrair pessoas de várias faixas etárias. Teremos uma programação para as crianças no início da tarde, sábado e domingo, no Arcos”.

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