Premiado Uma Casa à Beira-Mar vai agradar apaixonados por cinema francês

Longa de Robert Guédiguian conta uma história humana e familiar

12/07/2018 - 11:19 - Atualizado em 13/07/2018 - 14:45

Uma Casa à Beira-Mar é uma boa pedida para os apaixonados por cinema francês (Foto: Divulgação)

Tenho especial simpatia pelo diretor Robert Guédiguian e não é apenas por ser o mais famoso e elogiado diretor do sul da França, mais claramente de Marselha, de onde trabalha sempre com os amigos e esposa (Ariane).

Tive a sorte de ter sido o primeiro jornalista no Festival de Cannes a conversar com eles, de forma informal, confirmando que acabaram de ter um enorme sucesso com o filme deles. Foi o primeiro a furar o bloqueio do festival, por serem desconhecidos fora de sua cidade natal. Realmente seus filmes são diretos e humanos, quase sempre comoventes.

Além disso, eles são da mesma terra e região de onde veio o Jean Claude Thomas, que é o responsável pelo querido Reserva Cultural, sucesso há anos com filmes de arte. Este aqui ganhou dois prêmios no Festival de Veneza e uma indicação de coadjuvante para Anais no César.

A atriz Angèle Barberini chegou aos 60 anos e retorna para a vila de seu pai, que fica situada num riacho perto de Marselha. Ela deixou o lugar 20 anos antes por causa de um terrível trauma que teve jurando nunca mais retornar. Mas seu pai, Maurice, teve um derrame que o deixou em estado vegetativo, sem esperança de recuperação. E sua presença é necessária.

Os dois irmãos são Joseph, um operário aposentado amargo, e Armand, gerente do hotel local. Mas eles precisam olhar para o futuro e decidir o que fazer da villa e do restaurante. Mas o passado ainda está lá para atrapalhar.

Realizado numa paisagem fotogênica e muito rara para nós, conta-se uma história humana e familiar, justamente por isso não original. Aí está a maior qualidade do diretor e de sua habitual equipe. São gente como a gente, e por isso fazem filmes tão simpáticos e queridos. Experimentem e vejam se concorda comigo.

Uma Casa à Beira-Mar (La Villa). 1h47. França, 2017. Direção de Robert Guédiguian. Roteiro de Serge Valetti e Guédiguian. Com Ariane Ascaride, Jean Pierre- Darrousin, Gérard Meylan, Jacques Boudet, Anais Deboustier, Robinson Stévenin, Geneviève Bnich. Comédia dramatica marselhesa, sempre bom cinema.

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