O Rappa faz os últimos shows antes de encerrar a carreira

Depois de 25 anos, banca carioca anuncia fim e se apresenta neste sábado, em Guarujá

09/02/2018 - 09:47 - Atualizado em 09/02/2018 - 10:10

Lobato, Xandão, Falcão e Lauro vão tocar em projetos solos e paralelos (Foto: divulgação)

Em maio de 2017, após divulgar que faria uma pausa por tempo indeterminado na carreira, O Rappa agora anuncia o fim da banda, e faz os dois últimos shows da carreira na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, nos dias 13 e 14 de abril.

Até lá, a banda tem mais de uma dezena de shows. Os fãs da Baixada Santista terão mais uma oportunidade de vê-la ao vivo, neste sábado (10), na Arena Sunset Jequitimar, em Guarujá. No mesmo dia, também se apresentam Costa Gold, DJ Kefing, Puff e Katryna. Os portões se abrem às 15 horas e os ingressos custam de R$ 60,00 a R$ 240,00. E estão à venda no site Ticket360 ou nos pontos de venda oficiais.

Em dezembro de 2017, O Rappa tocou em Santos, naquele que seria o último show na região. Em entrevista, ontem, para A Tribuna, Xandão Meneses, guitarrista e um dos fundadores do grupo carioca, assumiu que a relação entre os integrantes não estava boa. 

“Depois de muito tempo, é normal querermos coisas diferentes. Mas quem tem mais afinidade vai continuar a tocar projetos junto, como eu, Lauro (baixo) e Lobato (bateria e teclado)”, revelou Xandão, concluindo, sem dizer, que a relação não ia bem com o vocalista Marcelo Falcão.

No show em Guarujá, o público pode esperar alguma coisa diferente. A banda continua com a turnê do último DVD "Acústico Oficina Francisco Brennand", de 2016. “Nunca fizemos um show igual ao outro, porque não seguimos um roteiro. Sempre há músicas diferentes ou alguma que fazia tempo que não tocávamos, como "Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)". 

Faz sete anos que não tocamos essa, que é o nosso maior sucesso. Como temos muitas músicas bem-sucedidas, ela caiu no esquecimento”, conta.

Ele revela que a composição mais pedida pelo público, nas apresentações ao vivo, é a não tão conhecida "Tumulto", do disco "Rappa Mundi" (1999), cujos versos cantam: “Tumulto, corra que o tumulto está formado/ Vem cá vem vê, vem cá vem vê/ Que dentro do tumulto pode estar você”.

Balanço da carreira

Xandão nasceu em João Pessoa, morou no Rio e, hoje,
comanda estúdio em Curitiba (Foto: divulgação)

A história d’O Rappa merece algum tipo de registro e não será surpresa alguma quando surgir um documentário ou livro contando os 25 anos da banda. Teve de tudo nessa trajetória: muita luta social, por meio da parceria com ONGs atuando com jovens em favelas no Rio; vitórias, como quando a música e o clipe "Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)", com letra de Marcelo Yuka, de 1999, conquistou todos os prêmios possíveis, influenciando a estética de filmes nacionais, como "Cidade de Deus"; e tragédias, quando o ex-integrante Marcelo Yuka ficou paraplégico ao ser alvejado por bandidos durante um assalto.

Xandão, que está com 49 anos, afirma fazer esse tipo de balanço de tempos em tempos, e se orgulha do que viveu com o grupo. “Entre as coisas mais importantes foi fazermos parte de projetos sociais. Quando começamos a parceria com a entidade Fase (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional), que atua há mais de 50 anos no País, não havia muitos jovens voluntários atuando. Isso mudou depois que divulgamos o trabalho da Ong”.

O músico, nascido em João Pessoa (PB), mora em Curitiba desde 2000 e diz que pretende continuar fazendo música e sendo um pacato cidadão, curtindo a companhia da esposa e da filha de 17 anos. 

Serviço – Av. Marjory Prado, 1.100, Complexo Jequitimar, Praia de Pernambuco.www.arenasunsetjequitimar.com.br. Informações: (11) 2027-0777. 

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