'Megatubarão' chega à telona com Jason Statham

Gravado entre Inglaterra e Nova Zelândia, o longa dirigido por Jon Turtelbaub

09/08/2018 - 10:08 - Atualizado em 09/08/2018 - 10:32

Cena impressionante do filme, quando o tubarão aparece pela primeira vez (Foto: divulgação)

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iquei impressionado quando soube que este filme teve orçamento de US$ 150 milhões. Que foi rodado na Nova Zelândia e que mandaram embora o diretor original Eli Roth (infamante escolha. Ele é dos piores e mais mentirosos pseudocineastas que ainda estão em ação). 

Outra coisa importante: grande parte do filme foi financiada pelos chineses! Por outro lado, já fui preparado para ver uma comédia delirante, aproveitando a moda que os norte-americanos utilizam todos os anos com a Festa do Monstro, geralmente liderados por tubarões, e misturas divertidamente absurdas de tudo que é bicho esquisito.

Uma pena, mas o filme aqui não tem sequer fôlego para isso. Nem chega a provocar muito riso (acho que a única sequência que tem alguma graça é a praia oriental com dezenas de pessoas tomando banho na água azulada no mesmo momento em que o tubarão deverá atacar. 

E aí então tem a citação do Tubarão de Spielberg, quando um cachorrinho sai nadando e é perseguido pelo bicho rei... Mas nem isso foi bem desenhado e realizado... Aliás como é possível se fazer um filme sobre um tubarão gigante que estaria vivendo nos limites do fundo do mar. 

Mas é pouco. O dito monstro nem é mostrado direito, porque os efeitos nada especiais são desperdiçados (outro defeito que não posso esquecer de mencionar, o filme leva um tempo enorme, talvez meia hora para alguma coisa acontecer). 

Assista ao trailer:

Os diálogos são pseudoengraçadinhos, os personagens que pretendem ser divertidos (adivinhem que final irão ter quando se sabe que eles são inimigos do único herói, digo Jason Statham?!). No caso, tem o milionário tolo e caçador de dinheiro (um papel até que longo do humorista americano Rainn Wilson, que nunca serviu para coisa alguma). 

Opa, mais um detalhe: o roteiro é muito ruim, os diálogos, porém, conseguem ser ainda piores, já que o galã (o médico Jason) tem três mulheres rondando-o, sendo que a ex-esposa, que ele salvou, mesmo assim, fica num terceiro plano. A moça chinesa ao menos é interessante (anote, a Bingbing é famosa na China e bonitinha, e ainda uma criança metida a espertinha...).

Outro problema é que está faltando aqui a presença do Dwayne Johnson. Como ele foi capaz de escapar deste abacaxi retumbante? Só faltava mesmo ele para devorar o Meg! E ainda tem gente que fala mal do Spielberg, que inventou brilhantemente o filme de Tubarão. 

Só sei que fiquei com muita nostalgia quando fui me lembrar do único filme brasileiro de Tubarão, uma chanchada inacreditável dirigida por um amigo meu (vamos deixar isso de lado) e que no lugar do Tubarão acharam melhor colocar o Bacalhau! Isto sim que é título para um filme como este aqui! 

"Mega Tubarão" (The Meg). Inglaterra/Nova Zelândia, 2018.1h53 min.Warner. Direção de Jon Turteltaub. Com Jason Statham, BingBing Li, Rainn Wilson, Cliff Curtis, Winston Chao, Shuya Sophia Cal, Roby Rose, Page Kennedy, Jessica McNamee. 

Roxy Cubatão, Roxy Gonzaga, Roxy Brisamar, Cinemark Praiamar e Cinesystem PG 

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