Helle Alves comemora 91 anos com seu primeiro romance

Jornalista lança, nesta quinta-feira, o livro "Beco das Calêndulas", com festa na Estação da Cidadania

05/12/2017 - 10:18 - Atualizado em 05/12/2017 - 10:42

A amiga e primeira leitora Diva Faria e a autora Helle Alves (Foto: Claudio Vitor Vaz/AT)

Quarta-feira, 5 de abril de 2017. A jornalista Helle Alves, com então 90 anos de idade, publicava um texto intitulado "Minha companhia me basta?" em seu blog, "Um Papo Com Helle". O primeiro parágrafo começava assim: “Claro que não. Mas às vezes é o que eu tenho. Só a minha companhia. Neste mês de abril de 2017, estou amarrada em mim. 

Circunstâncias. Caí, fraturei um pé, estou engessada e impossibilitada de andar. Presa em casa. O jeito é curtir minha companhia. Como torná-la mais agradável?”. 

A jornalista então elencava cinco atividades para não se entediar: escrever, telefonar, assistir à tevê, escutar música e fazer artesanato. Adivinhem qual escolheu? Escrever, claro.

Desse passatempo nasceu o seu primeiro romance: "Beco das Calêndulas" (independente, 130 páginas), que Helle lança quinta-feira (7), às 19 horas, no dia de seu aniversário de 91 anos, na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340, Vila Mathias), em Santos. 

Helle decidiu publicar o livro (R$ 10) após mostrá-lo a três amigas (entre elas, Diva Faria, que a ajuda com o evento Festa do Livro), que a incentivaram a publicar o romance. Helle também é autora de "Eu Vi", no qual rememora o furo de reportagem que deu ao noticiar a morte do guerrilheiro Ernesto “Che” Guevara, na Bolívia, em primeira mão no Brasil, como repórter do Diários Associados de São Paulo.

"Beco das Calêndulas" é um romance pequeno, uma novela”, comenta Helle. “Sou uma jornalista que se permitiu escrever ficção depois de quebrar o pé. Sem poder andar por três meses, comecei a descrever seis mulheres que me marcaram, algumas da minha família (como as irmãs Poema e Vida Alves)”.

A autora trocou os nomes das personagens e escolheu um lugar fictício como cenário, o tal Beco das Calêndulas, numa cidade qualquer. São mulheres marcadas por diferentes tipos de relações amorosas. Há algumas mergulhadas em relações abusivas, outras, perigosamente apaixonadas. Um dia, elas descobrem que, unidas, são mais fortes. Não à toa, a autora escolheu uma flor curativa para entitular o seu primeiro romance. 

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