Filho do Curta Santos, Rodrigo Bernardo estreia longa

Talvez Uma História de Amor traz Mateus Solano como protagonista

14/06/2018 - 13:45 - Atualizado em 14/06/2018 - 13:56

Rodrigo Bernardo com Mateus Solano durante as gravações do filme (Foto: Ariela Bueno/ Divulgação)

Santos carrega o título de Cidade Criativa de Cinema pela Unesco desde 2015. E muito dessa conquista se deve ao festival Curta Santos, que serve de plataforma para o surgimento de vários talentos na área de audiovisual. Um deles é o santista Rodrigo Bernardo, de 35 anos, que acaba de estrear o seu primeiro longa-metragem, Talvez Uma História de Amor.

Bernardo iniciou sua trajetória acumulando prêmios no festival. Primeiro com o curta Entre Dois (2008), que levou a estatueta de Melhor Fotografia. No ano seguinte, trouxe para casa nada mais de seis prêmios com Malu e Fred (Melhor Som, Roteiro, Ator, Atriz, Direção e Filme).

De lá para cá, o santista só cresceu. Seguiu um conselho de Toninho Dantas, patrono do festival, e foi atrás do sonho. Formado em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, ele estudou cinema na New York Film Academy, nos Estados Unidos, e seguiu produzindo em outros formatos. 

Antes de fundar a Chocolate Filmes, em 2012, ainda dirigiu os curtas A Mensagem e o Quarto, Azul Marinho Preto e Branco, Carlos Bronson: Invasão das Águas e A História da Noiva Fantasma.

Malu e Fred mudou a minha vida. Foi o primeiro roteiro que escrevi, com 30 páginas, produção na Vila Belmiro, Coliseu, vários lugares de Santos. Esse curta rodou o mundo. Em 2009, a galera limpando o salão da União Imperial (local da premiação do Curta Santos) e o Toninho Dantas falou para eu sentar e disse que eu tinha que voar. É um cara que respeitava muito e se ele falou aquilo, não poderia pensar diferente”, comentou o diretor, que veio ao Cine Roxy, na última terça-feira, acompanhado da atriz e namorada Jacqueline Sato, para a pré-estreia para convidados.

Bernardo brinca que costuma sempre dar um jeito de colocar Santos em suas produções. Prova disso foi a série (Des)Encontros, do Canal Sony, que teve toda sua primeira temporada gravada na Cidade. A segunda, por sinal, já está confirmada e estreia em julho.

“Na época (2012), conversei com o Chorão (vocalista do Charlie Brown Jr morto em 2013) sobre a série e ele disse que faria a trilha. É um cara que também me incentivou muito. Foi uma das maiores audiências do canal. Depois dela, tudo mudou para o profissional. A série mesmo fiz quase sem dinheiro, com uma equipe de oito pessoas e todo figurino dos homens eram roupas minhas”.

Questionado sobre os desafios de colocar em prática o seu primeiro longa, Bernardo afirma que tudo ficou muito mais difícil: “Tudo que pode dar errado, vai dar errado. É muito diferente do que você imaginou. Teimosia é o principal para fazer qualquer coisa no audiovisual”, diz. “E quando fomos para os EUA, a dificuldade aumentou ainda mais. Era tudo dólar. Chovia, era um dia perdido em dólar. Imagina o desespero?”

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