Exposição "Urbanização Paulista" acontece até setembro, em São Vicente

A mostra começa no sábado (18) e busca conectar os munícipes às cidades

17/08/2018 - 09:11 - Atualizado em 17/08/2018 - 09:11

Em contraponto com o aspecto barroco do Instituto Histórico e Geográfico (IHGSV), uma exposição vai oferecer a oportunidade de contemplar e refletir sobre o urbanismo nas cidades do Estado de São Paulo. Trinta e cinco obras dos artistas André Lombardi e Paolo Dobnik estarão disponíveis para visitação a partir desse sábado (18). Essa é uma promoção conjunta com a Prefeitura Municipal e a Secretaria de Cultura (SECULT).

A abertura será às 16h, com a presença dos artistas. Durante a semana, Lombardi e Dobnik acompanham as visitas monitoradas, solicitadas mediante agendamento, onde os pintores darão detalhes sobre suas obras.

O acervo fica exposto até 6 de setembro, de segunda a sábado, das 8h30 às 17h30. O IHGSV fica na Rua Frei Gaspar, 280, Centro. A entrada é franca.

Toda atividade realizada pelo Instituto está ajudando a Casa da Vovó Walkiria, por isso são aceitas doações de um quilo de alimento não perecível, exceto sal e açúcar, mas a doação não é obrigatória. Mais informações pelo telefone (13) 3469-3520.

Conheça os artistas

André Lombardi é pintor há mais de 40 anos e tem telas espalhadas pelo mundo. Suas obras fazem parte de coleções particulares e oficiais em países da Europa e nos Estados Unidos. Uma delas, intitulada Times Square, está em Nova Iorque, na Galeria Jonh Pence. Ele costuma retratar o cotidiano, as construções, prédios e carros, marca das grandes cidades.

No processo criativo, se inspira em fotos, fazendo uso da técnica à base de óleo. Lombardi prefere pintar telas grandes, de dois metros quadrados, para proporcionar perspectiva e maior impacto visual. "Sempre quando pinto, pego a perspectiva da rua, então a pessoa sente que está no local", explica.

Paolo Dobnik desenvolve pinturas figurativas e impressionistas com a temática urbana. A paixão pela arte começou desde pequeno, limpando o pincel do pai, enquanto o assistia pintar. Assim como Alexia, prefere telas grandes e o conceito sempre tem um fundo urbanizado. As obras que trouxe para expor representam São Paulo. "Gosto de tudo dessa cidade, das edificações, mudanças de clima, das pessoas, de tudo!", enfatiza.

Aos 63 anos, ele descobriu São Vicente e agora nutre grande vontade de pintar a Cidade. "Não quero pintar o mar! Quero pintar a multidão, o Centro, as ruas, as casas. Ainda vou fazer uns quatro quadros dessa Cidade e expor na Prefeitura".

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