Encontro marca o início dos trabalhos para o Valongo Festival

Organização do evento promove intervenção artística, performances e roda de conversa, sábado

09/08/2018 - 10:36 - Atualizado em 09/08/2018 - 10:59

Geral da exposição de fotos que tomou conta da Frontaria Azulejada, na edição passada (Foto: Claudio Vitor Vaz)

O Valongo Festival Internacional da Imagem acontece somente nos dias 12, 13 e 14 de outubro, mas já começa a movimentar o Centro de Santos neste sábado, às 15 horas, com intervenção artística, performances e debate com artistas convidados. É o encontro "Ritos, Ruínas e Rodas", que marca a abertura dos trabalhos para o evento que ocupa o bairro histórico.

Thamyres Matarozzi é a realizadora e diretora do 
festival (Foto: divulgação)

“Quero que o Valongo deixe de ser apenas um evento e funcione ao longo do ano, por meio de atividades transformadoras, em diálogo com o território e a realidade local”, deseja a fotógrafa Thamyres Matarozzi, que assumiu sozinha a realização e a direção da edição 2018.

Ela realiza o festival desde o primeiro ano, em 2016, e dividia a função com o produtor cultural e fotógrafo Iatã Cannabrava até 2017. Este ano, ele deixou de fazer parte do Valongo Festival por uma questão de “mudanças de rumos”, como explicou Thamyres. 

Outra novidade é a curadoria da diretora criativa Diane Lima, nascida em Novo Mundo, na Bahia, e radicada em São Paulo. Criadora do portal No Brasil, ela é autora da campanha nacional #DeixaOCabelodaMeninaNoMundo, que virou projeto em escolas para promover a autoestima de crianças negras. “Diane participou de uma mesa na edição passada do Valongo e arrasou! Estou muito feliz dela estar conosco no festival”, elogia Thamyres. 

Foi a atual curadora, aliás, quem indicou os nomes dos artistas que participam das intervenções de sábado, no espaço Doca Valongo – onde funciona o QG do festival, num casarão revitalizado da Rua Tuiuti, 30.

Diane Lima é a nova curadora do Valongo Festival 
(Foto: divulgação)

Seguindo a proposta de Diane de expandir o entendimento sobre o que é imagem e dialogar com o entorno do Valongo e da zona portuária, apresentam-se: o artista Daniel Lie,com a instalação de grande dimensão "Umbral", que trabalha com a ideia de vida e morte a partir do cultivo de matéria orgânica; Mahal Pita, Leo Mendes e Lenis Rino, com a performance sonora "E Se o Rupestre VingaRoda?"; e os vídeoperformances "Ifá", de Leonardo França e "Ádito", de Rubiane Maia e Renata Ferraz. Para ampliar a experiência de Ritos, Ruínas e Rodas, ainda tem o debate "Mulheres de Santos", com a rapper e apresentadora da websérie premiada "Nossa Voz Ecoa Preta-Rara", a cineasta Day Rodrigues e a produtora cultural Marina Pereira, do coletivo santista Acotineres. 

Oficinas e residência

Na próxima segunda-feira, também serão anunciadas as oficinas para o público em geral. São mais de 40 oficinas, todas com inscrições gratuitas. Thamyres também revela que, a partir de setembro, cinco artistas residentes brasileiros, selecionados após chamamento internacional, começam uma residência artística de um mês no Doca Valongo. Os nomes serão revelados na próxima semana. “Recebemos mais de 500 inscrições de artistas de todo o mundo”.

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